Sobre Esta Edição
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| As pessoas de todo o mundo querem construir o futuro para suas famílias em sociedades livres e abertas. Essa aspiração inclui o desejo de usufruir os direitos humanos básicos, participar de eleições justas, praticar uma religião, falar livremente sobre questões públicas e ter certeza da existência de um sistema judiciário imparcial para decidir sobre violações da lei. Nesta revista, enfocamos vários componentes fundamentais de democracias genuínas e as experiências de diversas nações na construção da democracia de forma a se ajustar às respectivas culturas, proteger as populações pertencentes a minorias e ajudar todos os cidadãos a concretizar suas aspirações. Ellen Hume, jornalista e professora de comunicações, baseia-se em sua experiência na condução de workshops sobre jornalismo e democracia por toda a nação americana − e em países como Etiópia, Rússia, Bósnia, Polônia e República Tcheca − para ressaltar o papel vital de uma imprensa livre. O economista Ian Vásquez destaca a importância da liberdade econômica e sua capacidade de contrabalançar o poder político e nutrir uma sociedade pluralista. Além de discutir a interação existente entre o Estado de Direito e a liberdade econômica, Vásquez apresenta indícios de que, nos países com economias mais livres, os cidadãos também desfrutam padrões de vida comparativamente altos. Em breve entrevista, o premiado economista peruano Hernando de Soto analisa a importância de um sólido sistema de direitos de propriedade para uma sociedade democrática. O professor de ciência política Ted G. Jelen descreve a importância do respeito à diversidade religiosa e aos direitos das minorias religiosas. Jelen afirma que até mesmo a percepção de discriminação religiosa exerce efeitos negativos sobre o êxito da diplomacia e as práticas democráticas saudáveis. O professor e autor Ralph Ketcham tece considerações sobre as responsabilidades dos cidadãos em uma sociedade livre. Por último, a juíza federal de primeira instância Vicki Miles-LaGrange relata os preceitos fundamentais do sistema judiciário americano e descreve sua participação no pioneiro projeto de reforma do Judiciário de Ruanda. À medida que a democracia for se disseminando pelo mundo, as nações em transição procurarão se guiar pelas democracias existentes. E deverão se lembrar de que não há um modelo único e que nenhuma estrutura constitucional é totalmente aplicável a todos os países. Alguns dos temas analisados − como as democracias respeitam as diferenças existentes em suas populações, a importância de processos judiciais justos, a liberdade econômica e a imprensa livre − são, entretanto, fatores cruciais em qualquer sociedade democrática. Convidamos os leitores a continuar sua pesquisa sobre este assunto dinâmico, visitando os links relacionados na seção de recursos. Esperamos que esta revista transmita idéias e suscite discussões sobre os fundamentos da democracia, instituição tão prezada pelos americanos. Os editores
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