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Uma nova rodada global de negociações comerciais, chamada "Agenda de Doha para o Desenvolvimento" pelos ministros do Comércio representando os países membros da Organização Mundial do Comércio, detém o potencial de melhorar a vida das pessoas em mais de 140 nações participantes da OMC, especialmente nos países em desenvolvimento.
As negociações, que se iniciam em janeiro de 2002 e devem encerrar-se em 2005, prometem abrir mercados para ampla série de bens e serviços de interesse crucial para os países em desenvolvimento, especialmente a agricultura. Os países mais ricos também prometeram ajudar os países em desenvolvimento a construírem a capacidade de participação em negociações comerciais e implementar compromissos assumidos nesses acordos. A participação dos novos membros da OMC, China e Taiwan, certamente mudará a dinâmica das negociações. A abertura adicional dos seus mercados ao comércio deverá ampliar as grandes reformas econômicas estruturais da China. Enquanto isso, membros dos dois principais partidos políticos do Congresso dos EUA prometeram acompanhar todas as etapas das negociações da OMC. Esta publicação eletrônica reúne as opiniões de importantes negociadores norte-americanos, bem como de um membro importante do Senado dos Estados Unidos e um acadêmico, para debater as principais questões que serão negociadas ao longo dos próximos anos. O vice-secretário de Estado Alan Larson explora o papel crucial desempenhado pelos países em desenvolvimento no lançamento da nova rodada, particularmente em agricultura e propriedade intelectual. Questões de acesso aos mercados industriais e os benefícios de tarifas mais baixas para países em desenvolvimento são os temas de um artigo do subsecretário de Comércio Grant Aldonas. O subsecretário da Agricultura J. B. Penn descreve os objetivos de negociação agrícola dos Estados Unidos em três áreas: acesso aos mercados, concorrência nas exportações e apoio doméstico. James Zumwalt, conselheiro para Assuntos Econômicos da embaixada norte-americana em Pequim, descreve por quê o acesso da China à OMC é bom para todas as partes. A publicação também inclui um artigo do senador Max Baucus, presidente da Comissão de Finanças do Senado, que é responsável pela supervisão das negociações comerciais, sobre a importância do envolvimento do Congresso na nova rodada de comércio, particularmente com relação ao meio ambiente e à legislação norte-americana antidumping. Finalizando, Jeffrey Schott, membro sênior do Instituto de Economia Internacional, explica por quê a estrutura das negociações atuais pode vir a proporcionar ganhos tanto para os países industrializados quanto para os países em desenvolvimento. |
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Indice, Perspectivas Econômicas, Janeiro de 2002
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