Como as Pequenas Empresas Contribuem para a Expansão Econômica dos EUADerek Leebaert
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Quem visitar os Estados Unidos encontrará muitos jornais e revistas especializados em negócios: The Wall Street Journal, Fortune, Forbes, Business Week, Barron's. Na televisão ou no rádio, ouvirá sobre o Industrial Dow Jones e o S&P 1000 — índices que refletem as altas e baixas do mercado de ações, segundo o valor das maiores empresas americanas. O termo Fortune 500, cunhado há 50 anos pela revista Fortune, classifica as principais empresas da nação: General Motors, General Electric, DuPont e, mais recentemente, Microsoft e Oracle. Além disso, marcas como Ford, Coca Cola e IBM provavelmente são lugar comum há décadas no país de nosso visitante. Com esse pano de fundo, ele poderá ter a impressão de que a economia, o emprego, a inovação e as exportações dos Estados Unidos são impulsionadas unicamente por esses gigantes. Muitos americanos têm essa mesma impressão e estão enganados. Sem dúvida, as maiores 500 ou 1.000 empresas oferecem material estimulante para os jornalistas, como se vê na cobertura detalhada dos escândalos e das aquisições corporativas. Essas empresas têm visibilidade, influência política e, devido ao seu porte e relativa estabilidade, são receptoras de fundos de pensão e outros investimentos de longo prazo de muitos americanos. Elas são responsáveis por grande parte da produção total de bens e serviços da nação. Mas, para entender a dimensão completa da produção nacional, bem como da criação de emprego e da inovação na economia dos EUA e também a origem dessas empresas enormes, temos de ir além das manchetes dos jornais. ESTÍMULO AO CRESCIMENTO DOS ESTADOS UNIDOS As pequenas e grandes empresas não são segmentos distintos da economia dos EUA: elas comercializam produtos entre si e dependem das inovações umas das outras para gerar crescimento econômico. As empresas menores quase sempre são mais jovens, criadas por empreendedores autônomos. Essas empresas contribuem ainda mais para o crescimento econômico ao desafiar as tecnologias e práticas tradicionais. Por sua vez, o crescimento econômico promove a atividade empreendedora ao fornecer mercados e financiamento para homens e mulheres audaciosos o suficiente para se aventurarem sozinhos nos mares tempestuosos de uma economia em constante expansão. Devido a esse impulso disseminado para a abertura e a expansão de empresas, os Estados Unidos se beneficiam mais desse tipo de ciclo de crescimento do que outras economias industrializadas. Em graus variados, o empreendedorismo é visível em todos os bairros americanos e de nenhum modo fica limitado à alta tecnologia abordada pela imprensa com freqüência. Tampouco uma pequena empresa é necessariamente uma empresa nova — mas para mantê-la pequena é necessária a agilidade de um empreendedor, apenas para evitar que ela se torne presa das vantagens do dinheiro, do alcance e do poder de compra desfrutadas pelas grandes empresas. Uma pequena empresa não é definida somente pela receita ou pelo número de funcionários, muito menos pelo tempo de funcionamento, mas por sua função na economia. Por exemplo, uma “pequena” empresa manufatureira tem menos de 500 funcionários, ao passo que uma “pequena” empresa comercial atacadista pode não ter mais de 100 funcionários. Devido aos diferentes custos de materiais, uma empresa de limpeza de carpetes, por exemplo, é considerada “pequena” se sua receita anual for inferior a US$ 4 milhões, enquanto uma “pequena” empresa de construção pode ter receitas de até US$ 30 milhões. Esse tipo de precisão é importante para que os estatísticos possam alinhar as empresas com os programas governamentais destinados a fornecer empréstimos, treinamento e benefícios fiscais a essas fontes de crescimento. De fato, existem “microempresas” com receitas anuais inferiores a US$ 1 milhão — valor relativamente insignificante no mundo dos negócios, podemos achar, até sabermos que essas microempresas chegam a representar 15% da economia dos EUA. No outro extremo da nossa definição, podemos encontrar aqueles “pequenos fabricantes” com até 500 funcionários, embora a maioria ainda seja de propriedade familiar, e incluir cerca de 330 mil empresas, empregando cerca de 7 milhões de trabalhadores. De uma empresa iniciante de software com duas pessoas a uma frota de caminhões que ajudam a construir cidades, o setor dos pequenos negócios catalisa a expansão econômica ao:
As grandes empresas quase sempre começam pequenas, como nos faz lembrar o 30o aniversário da Apple Computer, fundada em 1976 por três membros do Homebrew Computer Club (Clube do Computador Feito em Casa). No entanto, nem todos os 23 milhões de pequenas empresas dos Estados Unidos aspiram ser incluídas na Fortune 500. Há empresas — como a cervejaria Anchor Steam — que percebem que os lucros podem vir da resistência à tentação de expandir. Sua contribuição para a economia é oferecer produtos e serviços de nicho não oferecidos pelas grandes empresas — e normalmente cobrar mais por essa especialização. É a diversidade, como também o dinamismo de uma economia, que assegura um caminho de contínua ascensão. INOVAÇÃO E FLEXIBILIDADE As pequenas empresas oferecem benefícios catalisadores à economia. Elas contribuem para a produção nacional e para a sociedade como um todo, além dos gastos e lucros que geram. Consideremos o seguinte. Em termos de inovação econômica:
Em termos de flexibilidade econômica:
Em termos de coesão social:
“CICLO VIRTUOSO” O setor das pequenas empresas constitui grande parte da economia dos EUA, mas sua influência transcende seu tamanho já significativo. Como a prosperidade das economias está mais ligada à forma de aplicação do conhecimento do que de recursos materiais, aspectos como inovação, flexibilidade, customização em grande escala e especialização são cada vez mais valorizados — seja na venda de sanduíches, seja na programação de softwares. Enquanto a porcentagem de americanos empregados pelas empresas da Fortune 500 apresenta queda constante (de 20% da força de trabalho em 1980 para menos de 9% atualmente), uma média de 9,36% da população abriu seu próprio negócio na década passada. Há histórias de sucesso — dois terços dos novos negócios com mais de um único funcionário continuam em atividade depois de dois anos — e falências honestas, que não causam estigma social nos Estados Unidos. É possível tentar de novo, talvez com uma inovação mais sofisticada, melhor entendimento do mercado e novos aliados empresariais. Criar, gerir e expandir uma pequena empresa faz parte de um ciclo virtuoso de criatividade e aumento da prosperidade que pode ser gerado por pessoas sérias e dedicadas de qualquer lugar do mundo. Não existe segredo, e o dinheiro costuma ser menos importante do que uma combinação ponderada de imaginação e esforço.
As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente a posição nem as políticas do governo dos EUA.
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