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Revista eletrônica do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Vol. 7, No. 2, Maio de 2002

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SEGURANÇA E PROTEÇÃO ALIMENTAR

Photo of rice varieties by Photri, Inc., Falls Church, Virginia

Com o aumento da movimentação de pessoas e mercadorias em todo o mundo, a segurança alimentar (acesso a fontes adequadas e sustentáveis de alimentos) e a proteção alimentar tornaram-se assuntos de interesse internacional disseminado. O que está sendo feito para assegurar que quantidades confiáveis e acessíveis de alimentos nutritivos estejam disponíveis para a crescente população mundial e qual é a confiabilidade do fornecimento global de alimentos?

Somente pequeno percentual das pessoas famintas e desnutridas do mundo estão atualmente sendo atingidas por programas de assistência alimentar, afirma o congressista Tony Hall, embaixador nomeado dos Estados Unidos para as organizações de fome e alimentação das Nações Unidas, no principal artigo desta edição de Perspectivas Econômicas. Medidas rápidas e provisórias para abordar a segurança alimentar, afirma ele, devem ser substituídas por programas que sejam moldados, em parte, por participantes centrais em comunidades afetadas para assegurar fontes de alimentos estáveis e previsíveis, apropriadas para as condições locais.

Hall e outros especialistas começam perguntando se a insegurança alimentar é sintoma ou causa da pobreza. Hall sugere que as pessoas com fome empenham-se tanto em conseguir sua próxima refeição que não podem aproveitar muitas vias tradicionais para saírem da pobreza, como educação e técnicas agrícolas alternativas que, a longo prazo, os ajudariam a atingir a segurança alimentar. Esses especialistas recomendam algumas novas abordagens, como assistência alimentar direta para famílias cujos filhos permanecem na escola e proteção legal para direitos de propriedade rural que encorajem os agricultures a fazerem os tipos de investimentos que impulsionariam a produtividade alimentar. Outros argumentam que a insegurança alimentar não é questão de falta de produção de alimentos, mas sim que os governos negligenciaram o desenvolvimento agrícola, fizeram uso ineficaz do auxílio alimentar e, através de barreiras comerciais protetoras, tornaram mais difícil reduzir a fome.

Existem histórias de sucesso. Bangladesh, antes extremamente dependente das importações de alimentos, transformou seu devastado setor agrícola em uma das economias agrícolas mais produtivas de todo o sul da Ásia, através de parceria global entre agências de auxílio externo, instituições internacionais de pesquisa e organizações não governamentais locais. Maior diversificação da produção ajudaria a aumentar a segurança alimentar em Bangladesh, afirmam os especialistas.

A segurança e a proteção alimentar estão fortemente relacionadas. Por um lado, a tecnologia transgênica pode trazer consigo o maior potencial possível de aumento da produção alimentar, redução do uso de pesticidas químicos danosos e fornecimento de alimentos nutritivos. Por outro lado, algumas pessoas argumentam que a tecnologia, em vez de ser uma esperança, representa uma nova ameaça para o meio ambiente e a saúde. Alguns argumentam que a estrutura reguladora de proteção alimentar dos Estados Unidos é a melhor do mundo e assegura a proteção das fontes de alimentos domésticas e de exportação. Outros afirmam que, ainda que essa estrutura seja boa, é necessário ainda maior rotulagem dos produtos alimentícios para informar aos consumidores quais produtos incluem ou excluem alimentos e ingredientes produzidos geneticamente.

Esta edição de Perspectivas Econômicas não se posiciona sobre todas essas questões, mas tem o propósito de educar audiências estrangeiras sobre a política norte-americana e o debate nos Estados Unidos sobre segurança e proteção alimentar, levantando questões importantes que os elaboradores políticos de cada país devem abordar na formação de políticas futuras de desenvolvimento e meio ambiente.

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