Sobre Esta Edição
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As novas tecnologias em medicina, indústria ou agricultura muitas vezes geram ceticismo quando surgem. Hoje em dia, em nenhuma outra área isso é mais evidente do que em biotecnologia, com debates calorosos sobre questões de saúde e meio ambiente. "Os intelectuais bioconservadores sabem muito bem que nossa espécie tem a tendência de suspeitar do novo e do diferente e demonstram claramente a intenção de aproveitar essa suspeita como estratégia para conter o progresso biotecnológico”, escreve Ronald Bailey em seu livro de 2005, Liberation Biology. Mas, como ressalta Bailey, a opinião pública é bastante volúvel, e os benefícios dos progressos da tecnologia nem sempre são compreendidos. Ele cita as tecnologias da fertilização in vitro e do laser óptico como apenas dois exemplos que suscitaram temores e/ou dúvidas, mas que agora a opinião pública apóia amplamente, reconhecendo os enormes ganhos por elas proporcionados. Esta edição de Perspectivas Econômicas analisa algumas das aplicações mais promissoras da biotecnologia: de microorganismos modificados para produzir gás de hidrogênio a partir de lixo orgânico, passando por bactérias modificadas para reduzir poluentes ambientais, a culturas que adicionam vitaminas a nossos alimentos e a novos medicamentos para tratar de doenças dos seres humanos, como mal de Alzheimer e diabetes. Como afirma o assessor em ciência nacional John Marburger na apresentação desta revista: “Nosso objetivo não é simplesmente entender a doença, mas curá-la; não apenas consumir alimento, mas torná-lo mais seguro e mais nutritivo; não somente colher os produtos aleatórios da natureza para as indústrias, mas também torná-los mais fortes, mais seguros e mais adaptados às nossas necessidades." Esperamos que nossos leitores consigam tempo para analisar todos os artigos e passem a entender melhor o enorme potencial contido na biotecnologia para melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas em todo o mundo. Os editores
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