eJournal USA: Global Issues

Meu Depoimento:
Shawn Bradley Fala sobre Ser Diferente

Shawn Bradley

Crescimento Saudável

ÍNDICE
Sobre esta edição
Saúde na Adolescência: Questões Globais, Desafios Locais
Meu Depoimento: Mia Hamm Fala sobre Auto-Estima e Esportes
KidsHealth Responde
Proteção dos Jovens contra a Aids no Mundo em Desenvolvimento
Meu Depoimento: Shawn Bradley Fala sobre Ser Diferente
Epidemia Mundial de Obesidade
Meu Depoimento: Marvin Lewis Fala sobre a Busca do Próprio Caminho
Promessas Que Funcionam
Meu Depoimento: Eliseo Quintanilla Fala sobre Amadurecimento Precoce
Riscos Ambientais para a Saúde dos Jovens
Bibliografia
Recursos na internet
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Shawn Bradley and fanCastle Dale é uma cidadezinha no centro do Estado de Utah. A fazenda do meu avô fica a poucas milhas ao norte. Fui criado lá. Castle Dale tem cerca de 2 mil habitantes e quase o mesmo número de cabeças de gado. O trabalho cotidiano incluía ordenhar vacas, alimentar galinhas, cortar madeira e percorrer os campos para buscar água. Meu avô me punha para carregar uma pá maior do que eu. Esse era o trabalho, e aprendíamos a fazê-lo desde tenra idade.

As pessoas dessa cidadezinha tomavam conta de sua vida, mas também tomavam conta de você. Eu era alto, muito alto desde bem novo. Isso criava todos os tipos de problemas e de oportunidades. Eu me lembro da ocasião em que fui a um parque de diversões no meu aniversário de quatro anos. Fomos a uma pista de carrinhos bate-bate e todas as crianças puderam brincar, menos eu. Disseram que eu era velho demais. Eu me lembro de ter ficado muito magoado porque o empregado não acreditou em mim. Eu não estava mentindo. Minha família me ensinou a não mentir. Sentei-me e comecei a chorar, vendo todos os meus amigos andar nos carrinhos. Finalmente, minha mãe percebeu o que estava acontecendo e esclareceu a situação. Eu não era velho demais, era apenas mais alto do que as crianças da minha idade. Depois disso, consegui participar do brinquedo com meus amigos.

Daí em diante, levávamos minha certidão de nascimento a todos os lugares até minha época de colegial. A altura fora do comum atraía olhares e perguntas, causava risos, provocações e, às vezes, até mesmo desafios para briga. Quando criança, era alvo de muitas piadas o tempo todo. Não era justo, eu sabia, mas não tinha jeito. Por sorte, desde cedo, ensinaram-me uma lição importante. Eu faço diferença e sou importante. Isso ninguém jamais irá tirar de mim. Deus me ama, não importa o que aconteça. Mesmo que todos no mundo me odiassem, Deus não. Eu sabia disso naquela época e sei disso agora. Bastava isso para me ajudar a superar as frustrações e mágoas da vida normal.

Quando eu estava no primeiro ano do colegial, percebi outra coisa que me ajudou a enfrentar os dissabores. A maior parte das provocações e tormentos partia de dois pontos—pessoas que eram ciumentas ou ignorantes. Eu não podia mudar o modo deles, mas o meu modo de sentir, sim. Eu não ia me sentir mal só por causa da ignorância ou ciúme deles. Não valia a pena! Perceber isso não os fez parar ou mudar o fato de que esses comentários magoavam. No entanto, na verdade, serviu para entender essas pessoas e lidar melhor com o seu modo de me tratar.

Esse tipo de coisa ainda acontece atualmente. Provavelmente acontecerá em toda a minha vida. Eu sempre terei 2,29 m de altura. Não vou conseguir mudar isso nunca. As pessoas sempre vão olhar, porque não é todo dia que se vê alguém tão alto. Aprendi isso bem cedo e agora tento ensinar meus filhos que eles são importantes. Eles têm seu valor e, acima de tudo, Deus os ama. Essa é a minha mensagem para vocês. Independentemente de sua raça, religião, origem étnica ou circunstâncias... Deus o ama!

Crescimento Saudável

Shawn Bradley é jogador profissional de basquete desde 1993, começando com o Philadelphia 76ers, em seguida com o New Jersey Nets e o Dallas Mavericks. Shawn, um dos grandes pivôs da Associação Nacional de Basquete dos EUA, liderou a liga com 228 tocos em 2000-2001.

Shawn viajou para a África do Sul em setembro de 2004 para participar do Acampamento do Basquete sem Fronteiras na África. O Basquete sem Fronteiras, um programa internacional de basquetebol e de eventos para a comunidade, dirige acampamentos de treinamento de basquete na África, na Europa, na América do Sul e na Ásia. A NBA e a Federação Internacional de Basquete dirigem os programas, que também são voltados para amplos eventos educacionais comunitários, desenvolvimento do basquete na base, doação de produtos e conscientização sobre o HIV/Aids.

Legenda da f
oto: Shawn Bradley, do Dallas Mavericks, à esquerda, posa com uma fã depois do jogo de dezembro de 2004 (©AP/WWP)

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As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a posição nem as políticas do governo dos EUA.

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