eJournal USA: Global Issues

A Visão dos EUA sobre Mudança Climática

John H. Marburger III

ÍNDICE
Sobre esta edição
Meio Ambiente: Metas Compartilhadas, Missão Comum
Trinta Anos de Luta pelo Ar Limpo
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Progresso Ambiental  — Um Portfólio
A Visão dos EUA sobre Mudança Climática
Para Entender o Clima e a Mudança Global
Criação de Mercado de Metano
A Energia Eólica Hoje
A Química agora É Verde
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Pensamento Verde: Eficiência, Tecnologia e Criatividade Ambientais
Exportando para o Mundo a “Melhor Idéia” dos EUA: Nosso Sistema de Parques Nacionais
Cuidando dos Rios
Promoção da Democracia e da Prosperidade via Desenvolvimento Sustentável
Reduzir, Reutilizar, Reciclar
Mensagens Verdes
Bibliografia
Recursos na internet
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President George W. Bush announces climate study initiatives
O presidente George W. Bush anuncia iniciativas para estudos climáticos, enquanto o vice-presidente, Dick Cheney, à esquerda, e o então secretário de Estado, Colin Powell, contemplam a Casa Branca em junho de 2001
Foto: Kenneth Lambert, AP/WWP

O governo Bush está enfrentando a mudança climática com investimentos significativos em novas tecnologias e parcerias com outros governos. “A idéia é produzir novas tecnologias de energia que possam ser usadas por todos os países no cumprimento de suas metas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa, sem comprometer os progressos sustentados no padrão de vida a que todas as nações aspiram”, diz o autor, consultor de Ciências do presidente George W. Bush e diretor do Escritório de Políticas de Ciência e Tecnologia do Gabinete da Presidência.

Imediatamente antes de assumir os cargos atuais na Casa Branca, em 2001, John Marburger, Ph.D., foi diretor do Laboratório Nacional de Brookhaven em Upton, Nova York. De
1980 a 1994, foi reitor da Universidade Estadual de Nova York-Stony Brook.

"A questão da mudança climática não respeita fronteiras. Seus efeitos não podem ser detidos por um exército nem previstos por nenhuma ideologia. A mudança climática, com seu potencial para afetar todos os cantos do mundo, é um problema que precisa ser tratado pelo mundo.

Presidente George W. Bush, 11 de junho de 2001

Com essas palavras, o presidente Bush reconheceu claramente a realidade e a gravidade da mudança do clima e lançou uma política climática prática e responsável com três objetivos principais:

  • Introduzir novas tecnologias de produção e utilização de energia capazes de reduzir drasticamente a relação entre crescimento econômico e geração de gases de efeito estufa.
  • Melhorar as ferramentas e os conhecimentos científicos necessários a uma resposta mais eficaz para os problemas impostos pela mudança climática.
  • Atrair a cooperação de outras nações no enfrentamento de toda a gama de problemas decorrentes da mudança climática.

Para avançar essas metas, os Estados Unidos gastarão US$ 5,2 bilhões no ano fiscal de 2005 em pesquisas científicas sobre mudança do clima, tecnologias avançadas de energia, programas voluntários e assistência internacional relacionada − muito mais do que qualquer outra nação.

As iniciativas dos EUA em tecnologia climática são ambiciosas e proporcionais aos desafios: desenvolvimento de tecnologias do hidrogênio para que os meios de transporte se tornem mais eficientes e não emitam carbono e para outras aplicações; novos tipos de usinas elétricas “FutureGen” que gerem energia de hidrocarbonos, mas não emitam carbono na atmosfera; e o compromisso renovado de pesquisar formas de geração de energia livre de carbono, como a fusão nuclear que pode ser escalonada para dimensão economicamente significativa. A idéia é produzir novas tecnologias de energia que possam ser usadas por todos os países no cumprimento de suas metas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa, sem comprometer os progressos sustentados no padrão de vida a que todas as nações aspiram.

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As iniciativas em ciência do clima são de importância fundamental para o tipo de planejamento de longo alcance que deve ser feito região por região em todo mundo a fim de enfrentar o desafio da mudança climática. Até o progresso mais modesto em termos de nosso conhecimento sobre tempo e clima pode ter impacto positivo. Os EUA estão gastando quase US$ 2 bilhões por ano em ciência do clima dentro de um plano estratégico bem definido, desenvolvido e revisado em consultas com a comunidade científica internacional e a Academia Nacional de Ciências.

A cooperação internacional é vital para a observação e o entendimento da mudança climática, bem como para nos preparar para esse fenômeno e abrandar seus impactos potenciais. Os EUA são de longe o maior patrocinador de atividades nos âmbitos da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Eis algumas iniciativas internacionais do governo Bush:

  • A Parceria para a Criação de Mercado de Metano é uma iniciativa voltada para a ação que reduzirá as emissões globais de metano para fomentar o crescimento econômico, promover a segurança energética, melhorar o meio ambiente e diminuir os gases de efeito estufa. Quatorze países lançaram a iniciativa em reunião ministerial, em 16 de novembro de 2004, em Washington, D.C. [http://www.epa.gov/methane/international.html]

  • A Parceria Internacional para a Economia do Hidrogênio foi formada visando à implementação internacional das metas da Iniciativa de Combustível de Hidrogênio e da Parceria FreedomCar, do presidente Bush. Os 15 países da Parceria e a União Européia (UE) estão trabalhando juntos para promover a transição global para a economia do hidrogênio com o objetivo de tornar os veículos a célula combustível disponíveis comercialmente até 2020. [http://www.eere.energy.gov/hydrogenandfuelcells/international_activities.html]

  • O Fórum de Liderança em Seqüestro de Carbono é um sistema para trabalho cooperativo com parceiros globais − inclusive países em desenvolvimento − em pesquisa, desenvolvimento e utilização de tecnologias de seqüestro de carbono na próxima década. [http://www.fe.doe.gov/programs/sequestration/cslf/]

  • O Fórum Internacional de IV Geração para energia nuclear é uma parceria multilateral que fomenta a cooperação internacional em pesquisa e desenvolvimento da próxima geração de sistemas de energia nuclear mais seguros, a preços mais acessíveis e mais resistentes à proliferação. [http://gen-iv.ne.doe.gov/intl.html]

  • A Parceria sobre Energia Renovável e Eficiência Energética foi formada na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável em Johannesburgo, África do Sul, em agosto de 2002, e procura acelerar e expandir o mercado global de energia renovável e de tecnologias de eficiência energética.

Essas iniciativas e parcerias bilaterais reúnem cerca de 20 países desenvolvidos e em desenvolvimento, que, junto com os Estados Unidos, são responsáveis por mais de 70% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Os EUA organizaram uma vigorosa iniciativa, que conta com amplo apoio internacional, sobre observações integradas da Terra, cuja estratégia “sistema de sistemas” visa aprimorar o conhecimento das condições globais. Participam dessa iniciativa 55 países e a União Européia. Recém-lançado, um plano estratégico para dez anos detalha o componente americano de um sistema integrado, o Sistema de Observação da Terra. Recentemente, na terceira reunião do Grupo de Observação da Terra, em Bruxelas, foram adotadas diretrizes para o sistema mundial − o Sistema de Sistemas Mundiais de Observação da Terra (GEOSS). O resultado final será o acesso a quantidade sem precedentes de informações sobre o meio ambiente, integradas a produtos resultantes de novos dados que beneficiarão as sociedades e as economias em todo o mundo.

Essas ações contribuem para uma abordagem visionária e responsável sobre o imenso desafio da mudança climática. Nas palavras do presidente Bush: “Minha abordagem reconhece que o crescimento econômico é a solução, não o problema. Isso porque uma nação que faz crescer sua economia é uma nação capaz de investir em novas tecnologias.” Esses investimentos são feitos em prol de todas as nações e são essenciais a uma economia global sustentável no futuro.

Protecting the Environment: 30 Years of U.S. Progress