A Visão dos EUA sobre Mudança ClimáticaJohn H. Marburger III |
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"A questão da mudança climática não respeita fronteiras. Seus efeitos não podem ser detidos por um exército nem previstos por nenhuma ideologia. A mudança climática, com seu potencial para afetar todos os cantos do mundo, é um problema que precisa ser tratado pelo mundo.” Presidente George W. Bush, 11 de junho de 2001 Com essas palavras, o presidente Bush reconheceu claramente a realidade e a gravidade da mudança do clima e lançou uma política climática prática e responsável com três objetivos principais:
Para avançar essas metas, os Estados Unidos gastarão US$ 5,2 bilhões no ano fiscal de 2005 em pesquisas científicas sobre mudança do clima, tecnologias avançadas de energia, programas voluntários e assistência internacional relacionada − muito mais do que qualquer outra nação. As iniciativas dos EUA em tecnologia climática são ambiciosas e proporcionais aos desafios: desenvolvimento de tecnologias do hidrogênio para que os meios de transporte se tornem mais eficientes e não emitam carbono e para outras aplicações; novos tipos de usinas elétricas “FutureGen” que gerem energia de hidrocarbonos, mas não emitam carbono na atmosfera; e o compromisso renovado de pesquisar formas de geração de energia livre de carbono, como a fusão nuclear que pode ser escalonada para dimensão economicamente significativa. A idéia é produzir novas tecnologias de energia que possam ser usadas por todos os países no cumprimento de suas metas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa, sem comprometer os progressos sustentados no padrão de vida a que todas as nações aspiram.
As iniciativas em ciência do clima são de importância fundamental para o tipo de planejamento de longo alcance que deve ser feito região por região em todo mundo a fim de enfrentar o desafio da mudança climática. Até o progresso mais modesto em termos de nosso conhecimento sobre tempo e clima pode ter impacto positivo. Os EUA estão gastando quase US$ 2 bilhões por ano em ciência do clima dentro de um plano estratégico bem definido, desenvolvido e revisado em consultas com a comunidade científica internacional e a Academia Nacional de Ciências. A cooperação internacional é vital para a observação e o entendimento da mudança climática, bem como para nos preparar para esse fenômeno e abrandar seus impactos potenciais. Os EUA são de longe o maior patrocinador de atividades nos âmbitos da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Eis algumas iniciativas internacionais do governo Bush:
Essas iniciativas e parcerias bilaterais reúnem cerca de 20 países desenvolvidos e em desenvolvimento, que, junto com os Estados Unidos, são responsáveis por mais de 70% das emissões globais de gases de efeito estufa. Os EUA organizaram uma vigorosa iniciativa, que conta com amplo apoio internacional, sobre observações integradas da Terra, cuja estratégia “sistema de sistemas” visa aprimorar o conhecimento das condições globais. Participam dessa iniciativa 55 países e a União Européia. Recém-lançado, um plano estratégico para dez anos detalha o componente americano de um sistema integrado, o Sistema de Observação da Terra. Recentemente, na terceira reunião do Grupo de Observação da Terra, em Bruxelas, foram adotadas diretrizes para o sistema mundial − o Sistema de Sistemas Mundiais de Observação da Terra (GEOSS). O resultado final será o acesso a quantidade sem precedentes de informações sobre o meio ambiente, integradas a produtos resultantes de novos dados que beneficiarão as sociedades e as economias em todo o mundo. Essas ações contribuem para uma abordagem visionária e responsável sobre o imenso desafio da mudança climática. Nas palavras do presidente Bush: “Minha abordagem reconhece que o crescimento econômico é a solução, não o problema. Isso porque uma nação que faz crescer sua economia é uma nação capaz de investir em novas tecnologias.” Esses investimentos são feitos em prol de todas as nações e são essenciais a uma economia global sustentável no futuro.
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