11 de Setembro: um ano depois



Cronologia Selecionada de Eventos Importantes
11 de setembro de 2001 - atual



11 de setembro: Dois aviões seqüestrados chocaram-se contra as torres do World Trade Center (WTC) na Cidade de Nova York. Milhares de pessoas morreram quando as torres entraram em colapso, mais de uma hora após os impactos. Um terceiro avião seqüestrado colidiu com o Pentágono. Um quarto, possivelmente destinado a outro alvo em Washington DC, caiu no Condado de Somerset, Pensilvânia, aparentemente após os passageiros tentarem dominar os seqüestradores.

8h48 (EDT) -
O vôo American Airlines 11 atingiu a Torre Norte do WTC.
9h03 - O vôo United Airlines 175 atingiu a Torre Sul.
9h38 - O vôo American Airlines 77 atingiu o Pentágono.
9h59 - A Torre Sul do WTC entrou em colapso;
a Torre Norte caiu às 10h28.
10h00 - O vôo United Airlines 93 caiu na Pensilvânia.
A Administração Federal de Aviação suspendeu todo o tráfego aéreo nos Estados Unidos e desviou os vôos internacionais para o Canadá. Os escritórios federais e edifícios públicos em Washington, Nova York e outras cidades importantes foram fechados.
16h10 - O edifício 7 do World Trade Center entrou em colapso.
20h30 - O presidente Bush discursou para a nação:
"Os ataques terroristas podem abalar as fundações dos nossos maiores edifícios, mas não podem tocar nas fundações dos Estados Unidos."

Milhares de pessoas foram mortas. As autoridades na cidade de Nova York estimaram inicialmente o número de mortes no WTC e áreas vizinhas em mais de cinco mil pessoas. À medida que as listas eram atualizadas, os nomes verificados e os restos de algumas vítimas eram identificados, o número de vítimas foi reduzido.

As autoridades afirmam agora que 2.829 pessoas morreram no World Trade Center, incluindo os passageiros dos aviões dos vôos AA 11 e UA 175 e 453 funcionários de segurança pública que atenderam à emergência. Os mortos vieram de mais de 90 países de todo o mundo. Foram identificados os restos mortais de menos da metade das vítimas. (Fonte: Escritório do Médico Legista da cidade de Nova York em 19 de agosto de 2002.)

No Pentágono em Washington DC, 189 pessoas morreram, incluindo as 64 pessoas a bordo do vôo American Airlines 77. Quando o vôo United Airlines 93 caiu no oeste da Pensilvânia, 44 pessoas morreram. (Fonte: Conselho Nacional de Segurança do Transporte.)

As mais de 3.000 pessoas mortas nos ataques de 11 de setembro incluíram 19 seqüestradores a bordo dos quatro aviões civis.

12 de setembro: O Conselho do Atlântico Norte invocou o Artigo 5 do Tratado do Atlântico Norte, de forma a considerar os ataques terroristas contra os Estados Unidos como um ataque contra todos os Estados membros, e prometeu qualquer assistência necessária.

Tanto a Assembléia Geral como o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovaram por aclamação resoluções condenando os ataques terroristas contra os Estados Unidos e convocando os Estados membros a cooperarem para levar os "perpetradores, organizadores e financiadores das afrontas" à justiça.

13 de setembro: O presidente Bush e o procurador-geral John Ashcroft instaram o povo norte-americano a não responsabilizar os árabes-americanos e muçulmanos pelos ataques terroristas e prometeram rápida resposta à violência contra eles.

15 de setembro: O presidente Bush reuniu-se com seus conselheiros de segurança nacional em Camp David, Maryland. Ele confirmou aos repórteres que Osama bin Laden era um "suspeito importante". O secretário de Estado Colin Powell expressou gratidão pelas expressões mundiais de apoio. "Dezenas de países perderam vidas [no World Trade Center] e eles compreendem que este foi também um ataque contra eles."

18 de setembro: O Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou o Talibã a entregar Osama bin Laden, de acordo com a UNSCR 1333, aprovada pelo Conselho em 19 de dezembro de 2000. Esta resolução exigia que o Talibã parasse de fornecer abrigo e apoio ao terrorismo e entregasse Bin Laden às autoridades que investigam seu suspeito envolvimento em outros atos terroristas.

20 de setembro: O presidente Bush discursou para uma sessão conjunta do Congresso e do povo norte-americano, descrevendo o esforço norte-americano e internacional abrangente para pôr fim ao terrorismo global. Ele citou a Al-Qaeda e uma rede independente de grupos terroristas como principais suspeitos dos ataques de 11 de setembro.

24 de setembro: O presidente Bush assinou uma ordem executiva congelando os ativos de 27 organizações e pessoas suspeitas de financiar o terrorismo e apoiar a Al-Qaeda.

28 de setembro: O Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou por unanimidade a UNSCR 1373, que estabeleceu medidas de amplo alcance para combater o terrorismo, concentrando-se especialmente no apoio financeiro de que os terroristas necessitam para conduzir os seus atos.

4 de outubro: O presidente Bush prometeu US$ 320 milhões em auxílio humanitário adicional ao Afeganistão. Ele também anunciou convocação adicional de reservistas do Exército e membros da Guarda Nacional do Exército. Até o momento, cerca de 7.765 reservistas militares e membros da Guarda Nacional haviam sido convocados desde os ataques.

5 de outubro: O debate de uma semana da Assembléia Geral das Nações Unidas sobre o terrorismo internacional teve a concordância dos países em expressar seu horror sobre os ataques de 11 de setembro contra os Estados Unidos e sua esperança de que os governos poderão trabalhar juntos para erradicar o terrorismo em todas as partes do mundo.

À medida que o governo dos Estados Unidos descobriu evidências adicionais que ligam os ataques a Osama bin Laden e ao movimento terrorista Al-Qaeda, ele utilizou seus recursos e os recursos da coalizão internacional para agir contra a Al-Qaeda. O governo Talibã do Afeganistão foi identificado como fornecedor de refúgio e apoio para a Al-Qaeda. Quando o Talibã continuou a recusar-se a tomar ações contra a Al-Qaeda, a coalizão liderada pelos Estados Unidos decidiu atacar o Talibã e a Al-Qaeda no Afeganistão.

7 de outubro: O presidente Bush anunciou que, em resposta aos ataques de 11 de setembro e de acordo com o direito inerente de auto-defesa individual e coletivo, as forças armadas dos Estados Unidos haviam lançado ataques contra campos terroristas da Al-Qaeda e instalações militares do Talibã no Afeganistão.

10 de outubro: O porta-voz do Departamento de Estado Richard A. Boucher afirmou que suspeitos de terrorismo foram presos ou detidos em 23 países: 10 na Europa, 7 no Oriente Médio, 4 na África, 1 na América Latina e 1 no leste asiático. Foram tomadas medidas contra ativos financeiros dos terroristas. Autoridades buscaram ativos financeiros dos terroristas em 112 países.

11 de outubro: O presidente Bush organizou sua primeira entrevista coletiva desde os ataques. Ele disse aos jornalistas que o Talibã ainda tinha uma segunda chance; caso entregassem Bin Laden e seus seguidores, "reconsideraremos o que vocês estão fazendo ao seu país." Ele também afirmou que os Estados Unidos estavam preparados para ajudar as Nações Unidas a estabelecerem um governo afegão estável e representativo que não estivesse envolvido em terrorismo, nem no comércio de drogas.

25 de outubro: Em Londres, o primeiro-ministro Tony Blair informou aos líderes do Partido Conservador sobre os planos de envio de tropas terrestres britânicas ao Afeganistão. O presidente Bush designou Barein como "principal aliado fora da Otan".

31 de outubro: O Departamento da Defesa anunciou que as chamadas de reservistas excederiam 50.000. A Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (USAID) anunciou que forneceria às Nações Unidas e a outras agências humanitárias US$ 11,2 milhões para adquirir até 30.000 toneladas de trigo de países da Ásia Central para assistência ao Afeganistão.

27 de novembro: O Banco Mundial e o Banco de Desenvolvimento Asiático mantiveram reunião em Islamabad para discutir o auxílio à reconstrução do Afeganistão.

3 de dezembro de 2001: As Nações Unidas anunciaram que o Programa Mundial de Alimentação empregaria mais de 2.400 mulheres nos seus esforços de distribuição de alimentos de emergência em Cabul. O recrutamento de mulheres na operação do programa de assistência destinou-se a reverter o efeito da política de cinco anos do Talibã que afasta as mulheres do mercado de trabalho.

4 de dezembro: Representantes afegãos reúnem-se em Bonn, Alemanha, e assinam acordo provisório destinado ao estabelecimento de um governo pós-Talibã de bases amplas, multiétnico, estável e representativo no Afeganistão após 23 anos de guerra. O governo provisório do Afeganistão seria liderado por Hamid Karzai, líder pachto de Kandahar.

13 de dezembro: O Departamento da Defesa liberou um videoteipe de Osama bin Laden, discutindo os ataques terroristas de 11 de setembro. O vídeo mostra Bin Laden afirmando que a devastação causada por jatos carregados de combustível que se chocaram contra as torres gêmeas do Trade Center excedeu em muito suas expectativas.

22 de dezembro: Foi criada a Autoridade Provisória Afegã, organismo multiétnico que reflete a composição religiosa e geográfica do Afeganistão, para administrar a nação.

17 de janeiro de 2002: O secretário de Estado dos Estados Unidos Powell reabriu oficialmente a Embaixada dos Estados Unidos em Cabul, Afeganistão, que estava fechada desde 1989.

21/22 de janeiro: Realizou-se a Conferência Internacional de Auxílio ao Afeganistão, em Tóquio. Os Estados Unidos prometeram US$ 296 milhões para esforços de reconstrução no Afeganistão.

29 de janeiro: O presidente Bush, no discurso anual Estado da União, afirmou que os inimigos dos Estados Unidos "acreditavam que os Estados Unidos eram fracos e materialistas e que iríamos nos estilhaçar em temores e egoísmo. Eles estavam tão errados como são malvados." O presidente afirmou que os norte-americanos "estenderão a compaixão do nosso país a todas as partes do mundo". Ele prometeu especialmente "incentivar o desenvolvimento, a educação e as oportunidades no mundo islâmico".

Os Estados Unidos deixaram claro que seus ataques no Afeganistão e as ações antiterrorismo em todo o mundo dirigem-se apenas à Al-Qaeda, às nações e aos indivíduos que lhes fornecem apoio e a outros terroristas.

Cerca de cinco milhões de muçulmanos vivem nos Estados Unidos. Eles têm a garantia das mesmas liberdades religiosas, políticas e individuais de outros cidadãos ou residentes. Após os ataques de 11 de setembro, os muçulmanos e outros cidadãos norte-americanos intensificaram seus contatos, refletindo interesse disseminado em conhecer mais sobre o Islã e a forma como seus praticantes fazem parte de toda a nação norte-americana. Os meios populares de comunicação forneceram extensos programas ou artigos especiais, as escolas estão buscando ativamente incluir mais informações sobre questões árabes e islâmicas nos seus currículos e as inscrições em programas formais de estudo cresceram substancialmente. (Para mais informações, consulte http://www.usinfo.state.gov/usa/islam/)

10 de março: Colunas gêmeas de luz azul dirigiam-se ao céu acima da Cidade de Nova York, cobrindo um dia de serviços religiosos e outros serviços memoriais.

23 de março: Escolas abriram no Afeganistão, permitindo o comparecimento de meninos e meninas pela primeira vez após anos. O apoio norte-americano incluiu US$ 10 milhões para material escolar e livros em idiomas dari e pachto.

17 de abril: O antigo Rei Zahir Shah retornou ao Afeganistão, sem reivindicar o trono.

30 de maio: Cerimônia no local do antigo World Trade Center marcou o final dos esforços para recuperar restos das 2.829 pessoas mortas nos ataques. Trabalhando 24 horas por dia, equipes de trabalho removeram 1,8 milhão de toneladas de fragmentos do local.

11 de junho: Em cerimônia no Pentágono, uma cápsula de dedicação foi vedada na parede oeste reconstruída no edifício. O bloco final de pedra calcária utilizado para vedar a parede continha as marcas enegrecidas do ataque e a data, 11 de setembro de 2001.

12 de junho: O presidente Bush organizou a primeira reunião do Conselho de Segurança Doméstica.

13 de junho: O recém-constituído Loya Jirga afegão elegeu Hamid Karzai presidente do novo Governo Transitório Islâmico do Afeganistão.

18 de junho: O presidente Bush enviou ao Congresso sua proposta de criação de um novo Departamento de Segurança Doméstica com status de gabinete para desenvolver e coordenar a estratégia nacional contra ameaças e ataques terroristas.

6 de julho: O vice-presidente do Afeganistão, Haji Abdul Qadir, e seu motorista foram assassinados em Cabul.

12 de julho: O Departamento de Bombeiros de Nova York recebeu a Medalha de Ouro da Coragem e Devoção em Paris. Os membros dos departamentos de polícia e bombeiros foram homenageados em todo o mundo pelo seu trabalho e heroísmo após os ataques terroristas.

15 de julho: O norte-americano John Walker Lindh, de 21 anos de idade, declarou-se culpado em tribunal federal por haver fornecido auxílio ao Talibã. Foi sentenciado a vinte anos de prisão.


O Escritório de Programas Internacionais de Informação preparou este documento, com base em uma série de fontes públicas, para fornecer visão geral de eventos significativos do último ano. Não se destina a ser relatório completo, nem abrangente, da Coalizão Global contra o Terrorismo, nem expressão oficial da diplomacia norte-americana.