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Sobre Esta Edição
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Um sexto da população do mundo inteiro usa a internet regularmente, de acordo com a União Mundial de Telecomunicações, e 2,7 bilhões de pessoas são assinantes de serviços de telefonia móvel. Ambos os números explodiram em poucos anos desde que entramos no novo milênio. Essas tecnologias possibilitam às pessoas mergulhar profundamente no conhecimento mundial e depois compartilhar e disseminar esses conhecimentos em agendas sociais ou políticas elaboradas por elas. Conhecimento é poder e, nas páginas que se seguem, nossos colaboradores descrevem muitos eventos no mundo todo onde os cidadãos usaram tecnologias e o poder que elas carregam para desafiar o status quo, desmascarar abusos e clamar por mais liberdade. "A tecnologia — onipresente até nos países pobres — não apenas possibilita um fluxo mais livre de informações como também encoraja os cidadãos, que antes se sentiam impotentes, a exercer pressão de modo a causar transformações na sociedade em que vivem”, escreveu Patrick Butler, do Centro Internacional de Jornalistas, no primeiro ensaio desta publicação. Desafiados por esses movimentos de mudança, os governos não podem mais recorrer aos padrões antigos. Governos repressivos não podem mais receber manifestantes pacíficos com força bruta e passar despercebidos. Fones e câmeras gravam toda a cena. Blogueiros efusivos contarão tudo ao mundo. Esta é uma história que a eJournal USA começou a relatar em março de 2006 com a publicação de A Mídia Emergente, que discorreu sobre como a mídia tradicional estava recriando seus produtos em um novo ambiente de informação e como os cidadãos estavam descobrindo sua habilidade com as novas tecnologias. Agora a história está se desdobrando para além da mídia, para a sociedade em geral. As organizações de mídia estão entre os melhores monitores do que acontece, e nós recorremos a elas para contar essas histórias. O Centro Internacional de Jornalistas explica como as novas tecnologias trazem novas vozes para a arena política. Um jornalista americano veterano descreve como a política dos EUA toma um rumo diferente com o envolvimento de ativistas on-line. Escritores do Fórum Mundial de Editores e da Associação Mundial de Jornais explicam como os cidadãos estão mudando os novos produtos do jornalismo e como as salas de redação profissional devem responder. Nossos colaboradores contam histórias complexas e variadas, mas um tema se repete nestas páginas: o fim da história ainda não foi escrito. Como o nosso mundo mudará em decorrência das forças sociais, políticas e da mídia, hoje incontidas, continua sendo um segredo que só será revelado no futuro. —Os editores | ||||
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