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O Canal do Panamá
Uma Ligação Marítima Vital para o Mundo

Eventos Significativos das Relações Exteriores dos EUA (1900 - 2001)

ÍNDICE
Sobre esta edição
Apresentação
Destino dos Estados Unidos Ligado Indissoluvelmente ao de Outras Nações do Mundo
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O Canal do Panamá: Uma Ligação Marítima Vital para o Mundo
A Guerra Fria: Teste do Poder Americano e Prova de Ideais
O Plano Marshall: Uma Estratégia Que Deu Certo
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O Plano Marshall: Uma História em Fotos
A Crise de Suez: Uma Crise que Mudou o Equilíbrio de Poder no Oriente Médio
Exposição Universal e Internacional de Bruxelas (Expo 1958)
Nixon na China: Momento Decisivo na História Mundial
Diplomacia do Pingue-Pongue Restabelece Relações EUA-China
Comércio e Economia: Uma Força nas Relações Exteriores dos EUA
Depois da Guerra Fria
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Alguns Eventos Significativos das Relações Exteriores dos EUA
Bibliografia
Recursos na internet
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Teddy Roosevelt
O presidente Theodore Roosevelt (no centro) testa uma escavadeira a vapor no Corte Culebra durante a construção do Canal do Panamá, um projeto defendido por ele, em novembro de 1906. A ida de Roosevelt ao Panamá foi a primeira viagem de um presidente titular dos EUA ao exterior
AP/WWP

Em 15 de agosto de 1914, a travessia do SS Ancon pelo Ístmo do Panamá levou à transformação do continente americano e à criação de uma ligação marítima vital para o mundo todo. Conforme disse certa vez o historiador americano David McCullough, a construção do canal que liga os oceanos Atlântico e Pacífico foi mais do que uma grande façanha de engenharia sem precedente. Segundo escreveu em seu livro sobre o canal, a sua construção foi de importância histórica radical, similar a uma guerra, e isso causou impacto na vida de dezenas de milhares de pessoas, sem distinção de classe e de praticamente todas as raças e nacionalidades.

A concepção mais antiga do canal data dos primórdios do século 16, quando Carlos V, o sacro imperador romano e rei da Espanha, sugeriu que essa construção abreviaria as viagens ao Equador e ao Peru, bem como a volta desses países. No entanto, a primeira tentativa de construção começou em 1880 por um consórcio liderado por franceses, similar ao criado para construção do Canal de Suez. O esforço acabou fracassando, e os Estados Unidos intervieram para finalizar a construção. Em 1902, o Senado dos EUA analisou legislação para construção de um canal na Nicarágua em vez de no Panamá, mas uma emenda apresentada pelo senador John Spooner, de Wisconsin, venceu no Senado. A Câmara dos Deputados dos EUA não criou obstáculos para a aprovação da legislação que o presidente Theodore Roosevelt (1901-1909) sancionou. Após solucionar problemas consideráveis ao negociar um tratado com a Colômbia, que na época detinha o controle do Panamá, os Estados Unidos finalmente conseguiram a aprovação para construção do canal com o recém-independente governo do Panamá, em 1904.

A construção do canal foi concluída em 1914. Ele mede aproximadamente 77 quilômetros (48 milhas) de comprimento e é composto de dois lagos artificiais, vários canais reformados e artificiais e três conjuntos de eclusas. Um lago artificial adicional, o Lago Alajuela, serve como reservatório para o canal. O canal é um conduto importante para a navegação internacional e recebe mais de 14 mil navios por ano, que transportam mais de 203 milhões de toneladas métricas de carga. O canal em forma de “s” liga o Golfo do Panamá, no Oceano Pacífico, ao Mar do Caribe e ao Oceano Atlântico.

Durante a construção, morreram cerca de 27.500 do total de mais de 80 mil trabalhadores empregados pela França, e depois pelas empresas americanas, principalmente de doenças tropicais – malária e febre amarela. Um trabalho do cirurgião do Exército Walter Reed levou à criação de uma vacina contra a febre amarela que, aliada às técnicas de medicina preventiva, erradicou a doença na região.

O mérito principal do canal é a redução do tempo necessário para alcançar um oceano vindo de outro. Antes da sua construção, os navios tinham de contornar o Cabo Horn no ponto sul mais longínquo do continente americano, com uma distância de 22.500 quilômetros (14 mil milhas) de Nova York a São Francisco. Atualmente, a viagem de Nova York a São Francisco pelo canal tem a distância de 9.500 quilômetros (6 mil milhas).

Após a Segunda Guerra Mundial, as negociações para resolver as reivindicações do Panamá de que o canal por direito pertencia ao país começaram em 1974 e culminaram no Tratado Torrijos-Carter. O presidente Jimmy Carter (1977-1981) e o presidente panamenho, Omar Torrijos, assinaram o tratado em 7 de setembro de 1977. A entrega final do canal foi feita em 31 de dezembro de 1999.

O presidente Theodore RooseveltAs eclusas de Pedro MiguelAs eclusas de MirafloresO presidente Jimmy Carter e o presidente panamenho, Omar TorrijosO presidente Jimmy Carter e a presidente panamenha, Mireya Moscoso
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