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Apresentação

Secretária de Estado, Condoleezza Rice

Eventos Significativos das Relações Exteriores dos EUA (1900 - 2001)

ÍNDICE
Sobre esta edição
Apresentação
Destino dos Estados Unidos Ligado Indissoluvelmente ao de Outras Nações do Mundo
Apresentações com fotos ícone de foto
O Canal do Panamá: Uma Ligação Marítima Vital para o Mundo
A Guerra Fria: Teste do Poder Americano e Prova de Ideais
O Plano Marshall: Uma Estratégia Que Deu Certo
Apresentações com fotos ícone de foto
O Plano Marshall: Uma História em Fotos
A Crise de Suez: Uma Crise que Mudou o Equilíbrio de Poder no Oriente Médio
Exposição Universal e Internacional de Bruxelas (Expo 1958)
Nixon na China: Momento Decisivo na História Mundial
Diplomacia do Pingue-Pongue Restabelece Relações EUA-China
Comércio e Economia: Uma Força nas Relações Exteriores dos EUA
Depois da Guerra Fria
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Alguns Eventos Significativos das Relações Exteriores dos EUA
Bibliografia
Recursos na internet
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Secretária de Estado, Condoleezza Rice
Secretária de Estado, Condoleezza Rice

Em tempos normais, quando as idéias, instituições e alianças existentes são adequadas aos desafios da atualidade, o objetivo da arte da diplomacia é administrar e manter a ordem internacional vigente. Mas, em épocas excepcionais, quando o próprio chão da história se desloca sob nossos pés, a missão da diplomacia é transformar as instituições e parcerias para atingir novos objetivos com base em princípios permanentes.

Um desses momentos extraordinários iniciou-se em 1945, nos escombros de um dos maiores cataclismos da história da humanidade. A Segunda Guerra Mundial destruiu todo o antigo sistema internacional. E coube a um grupo de estadistas americanos − pessoas como o presidente Harry Truman, os secretários de Estado George C. Marshall (1947-1949) e Dean Acheson (1949-1953) e o senador Arthur Vandenberg — assumir o papel de arquitetos e construtores de um mundo melhor.

As soluções para esses desafios do passado parecem perfeitamente claras agora após meio século de observação a posteriori. Entretanto, não era nada óbvio para os homens e mulheres que viviam e trabalhavam naqueles tempos de mudanças sem precedentes.

Afinal de contas, em 1946, a reconstrução da Alemanha estava fracassando, e alemães ainda morriam de fome. O Japão estava prostrado. Em 1947, explodiu uma guerra civil na Grécia. Em 1948, a Tchecoslováquia sofreu golpe comunista. Em 1949, a Alemanha foi dividida, a União Soviética detonou arma nuclear e os comunistas chineses venceram sua guerra civil. Em 1950, estourou uma guerra brutal na península coreana.

Esses acontecimentos não foram apenas retrocessos táticos na caminhada rumo à democracia. À medida que a Cortina de Ferro descia por toda a Europa e a Guerra Fria começou a tomar forma, não havia nenhuma certeza de que a liberdade e a abertura acabariam triunfando. Os estadistas daquela época, no entanto, atuaram com brilhantismo e conseguiram conceber as doutrinas, criar as alianças e construir as instituições que preservaram a liberdade, contiveram a disseminação do comunismo e finalmente provocaram o colapso da União Soviética, do Pacto de Varsóvia e da ideologia marxista-leninista.

De 1989 a 1991, tive a oportunidade de trabalhar para a Casa Branca como especialista em União Soviética no final da Guerra Fria. E o que aconteceu não podia ser melhor. Participei de eventos em que muitas pessoas jamais pensariam: a libertação do Leste Europeu, a unificação da Alemanha e o início da queda pacífica da própria União Soviética. Acontecimentos supostamente inimagináveis no passado começaram a se precipitar − e alguns dias depois pareciam inevitáveis. Assim é a natureza dos tempos extraordinários. E agora percebo que eu estava apenas colhendo os frutos das boas decisões tomadas em 1947, 1948 e 1949.

Convidamos o leitor a pensar sobre essas e outras escolhas diplomáticas cruciais que definiram a política externa americana. Uma análise desses momentos especiais poderá nos ajudar [a todos] a avaliar melhor os desafios enfrentados atualmente.

O presidente Bush e eu acreditamos estarmos novamente vivendo um momento extraordinário da história. A principal causa dos atentados de 11 de setembro foi a violenta expressão de uma ideologia extremista global, ideologia com raízes na opressão e no desespero do moderno Oriente Médio. Nossa resposta, portanto, deve ser ampla e voltada para o futuro. Devemos trabalhar para remover exatamente a fonte do terrorismo em si, ajudando homens e mulheres daquela região conturbada a transformar a sua vida e a de seus países.

Sabemos não ser fácil a caminhada rumo à democracia. Nossa própria história é feita de seres humanos falíveis esforçando-se há séculos para viver à altura do elevado ideal dos princípios democráticos. E, ao observar que outras pessoas empreendem esforços semelhantes, manifestamos-lhes nosso respeito e nossa confiança de que elas também podem realizar suas aspirações.

Exatamente como aqueles grandes arquitetos da era pós-Segunda Guerra Mundial ajudaram a definir as bases para os ganhos democráticos no mundo de hoje, estamos agora tomando decisões que ecoarão por décadas e décadas. Se obtivermos sucesso, repassaremos para os que vierem depois de nós o alicerce sobre o qual poderá ser construído um mundo de esperança, um mundo onde reinem a paz e a liberdade.

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