|
|
PrefácioQuando saudou os membros mais novos da Otan na cerimônia de adesão à organização, realizada na Casa Branca em 29 de março de 2004, o presidente George W. Bush ressaltou que a unidade e o compromisso com a liberdade haviam levado a Aliança à vitória na Guerra Fria e fariam o mesmo na guerra contra o terrorismo.
"Atualmente nossa Aliança enfrenta um novo inimigo que causou a morte de pessoas inocentes de Nova York a Madri. Os terroristas odeiam tudo o que essa Aliança representa. Desdenham nossa liberdade, temem nossa unidade, procuram dividir-nos. Mas não conseguirão. Não seremos divididos", disse ele. "Juntos, a Europa e os Estados Unidos podem liderar as nações pacíficas contra os perigos do nosso tempo. A Europa e os Estados Unidos podem promover a liberdade e dar esperança e apoio aos que buscam se livrar do jugo do isolamento, do medo e da opressão. Essa é a missão que a história reservou à Otan — a Aliança grande e segura de 26 nações —, e a aceitamos com orgulho." A Aliança da Otan é hoje, como tem sido desde sua fundação há 55 anos, uma organização ímpar e de valor inestimável. É, como afirmou seu secretário-geral, Jaap de Hoop Scheffer, "um lugar em que a América do Norte e a Europa se reúnem para discutir as questões políticas mais importantes de nossa pauta. É onde os países que compartilham valores comuns de forma mais profunda combinam ações comuns. E é a plataforma para que, juntas, as forças militares mais eficientes do mundo defendam nossa segurança, nossos valores e nossos interesses onde quer que seja necessário”. Quando se reunirem em 28 e 29 de junho em Istambul, os 26 membros da Aliança Transatlântica darão continuidade ao diálogo transformacional iniciado dois anos atrás em Praga e buscarão intensificar a cooperação para enfrentar os desafios desta era no aspecto da segurança. Esta edição da Agenda da Política Externa
dos EUA analisa a recém-expandida Aliança da Otan, apresentando
vários pontos de vista em artigos, comentários e referências de especialistas
em segurança nacional do governo, do Congresso e dos setores acadêmico
e de pesquisa pública. |
|