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Transformando a Diplomacia — e Vidas
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Ao falar na Escola de Relações Exteriores da Universidade de Georgetown em janeiro de 2006, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, observou que as tecnologias modernas “estavam acabando com a distância que antes separava claramente o ‘aqui’ do ‘ali’”. Em função disso, segundo ela, interesses relacionados com segurança, ideais democráticos e esforços de desenvolvimento cada vez mais se misturam. A diplomacia já não pode ser, como os historiadores costumavam afirmar, “o que um funcionário escreveu para outro” ou o que certa vez o escritor austríaco Karl Krauss considerou ser “um jogo de xadrez”. A secretária Rice pediu uma nova “diplomacia transformacional”, em que a assistência a outros povos e países tenha um papel proeminente. Em seu mandato, a meta das novas diretrizes estratégicas para a assistência externa americana é “ajudar a criar e a manter Estados democráticos bem governados que respondam às necessidades de seu povo, reduzam a disseminação da pobreza e se comportem com responsabilidade no sistema internacional”. O discurso da secretária estimulou uma transformação das instituições diplomáticas e de assistência nacionais. “Postos de presença” localizados levam os diplomatas americanos aos principais centros populacionais regionais e os colocam em contato com mais pessoas. No Departamento de Estado, o novo Escritório de Reconstrução e Estabilização coordena esforços para ajudar sociedades a se recuperarem de conflitos ou guerras civis. Equipes de resposta rápida prestam assistência a nações que combatem a gripe aviária e outras doenças. As agências têm sido consolidadas para melhorar a ajuda prestada onde e quando for necessário. O administrador da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) agora também atua como diretor de Assistência Externa do Departamento de Estado e é responsável pela coordenação da estratégia de toda a ajuda externa dos EUA. Novas e criativas iniciativas como a Corporação Desafio do Milênio, o Plano de Emergência do Presidente para Combate à Aids (Pepfar) e outras descritas nesta revista fazem avançar a diplomacia transformacional ao elaborar cuidadosamente programas de ajuda específicos e auxiliar as nações a criar as condições nas quais esses programas possam funcionar. Sem dúvida, o contato pessoal pode ser a mais transformadora das diplomacias. “Os cidadãos diplomatas”, disse a subsecretária de Estado para Diplomacia e Assuntos Públicos, Karen Hughes, “estão entre os maiores bens diplomáticos de uma nação”. As páginas a seguir descrevem uma variedade de parcerias públicas, privadas e público-privadas destinadas a auxiliar os povos que passam necessidade — diplomacia transformacional em funcionamento, em todo o mundo, todos os dias. | |||