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Mike Vogel

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Como Inovar Agora
Inovações para Ser Mais Saudável
Perfil de Jovem Inovador: John Wherry
O Mundo É Mesmo Muito Pequeno
Perfil de Jovem Inovador: Michael Wong
Redes de Relacionamento 2.0
Entrevista com um Jovem Inovador: Matt Flannery
Jogos do Futuro
Perfil de Jovem Inovador: Luis von Ahn
Arquitetos Observam a Natureza e Uns aos Outros
Perfil de Jovem Inovadora: Christina Galitsky
Reaprendendo a Educar
Perfil de Jovem Inovadora: Geneva Wiki
Inovações Musicais
Perfil de Jovem Inovadora: Maya del Valle
As Viagens no Futuro
Perfil de Jovem Inovadora: Beth Shapiro
Uma Nação Inovadora
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INOVAÇÃO | Utilizando o poder das idéias
 

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Fazer esportes e atividades físicas é parte importante do estilo de vida americano há mais de um século. Nesse período, os equipamentos esportivos e os próprios jogos evoluíram e aperfeiçoaram-se de forma extraordinária. Mas os americanos não deitaram nos louros. Continuam a encontrar formas de melhorar os equipamentos e os jogos, bem como de torná-los mais seguros, de menor impacto ambiental e mais atraentes aos aficionados.

Competidores correm para a linha de chegada nas finais de ultracross dos X Games de inverno em Aspen, Colorado
Competidores correm para a linha de chegada nas finais de ultracross dos X Games de inverno em Aspen, Colorado (© AP Images)

X deixa sua marca

Os X Games — X de extreme sports (esportes radicais em inglês) — continuam todos os anos a alargar as fronteiras das competições esportivas tradicionais, ao introduzir eventos novos e emocionantes, ao mesmo tempo que se empenham na minimização do impacto ambiental dos jogos. Em janeiro de 2008, a 12ª edição dos X Games de inverno (Winter X Games 12) pôs os fãs em ação, já que a pontuação de determinados eventos contou com votos dados pelos espectadores presentes via mensagem de texto.

Os X Games são a maior competição de skateboarding do mundo, mas os jogos cresceram de forma extraordinária para incluir BMX (abreviação de bicycle Motocross — motocross em bicicleta —, esporte que usa bicicletas especiais com rodas maiores ou menores do que as tradicionais sobre as quais os atletas fazem suas manobras), esportes aquáticos, snowboarding, rali de carros, bungee jumping, sky surfing, alpinismo no gelo e muitas outras competições e modalidades de esportes “radicais”. A freqüência aumenta todos os anos, e os X Games têm atualmente cobertura 24 horas das redes de televisão americanas ESPN, ABC e ESPN on-line, bem como de entidades de comunicação sem fio.

Snowmobilers
Pilotos de snowmobile (moto especial para neve) na competição de SnoCross nos X Games de inverno, próximo a Aspen, Colorado (Nathan Bilow/© AP Images)

A 12ª edição dos X Games de inverno no Colorado apresentará o Snowmobile Velocidade e Estilo, que combina as manobras do estilo livre com a velocidade do SnoCross em uma única modalidade. Os competidores disputam acirradamente pela pista enfrentando obstáculos e dando vários saltos. A pontuação final será baseada no grau de dificuldade das manobras e no tempo levado para fazer todo o percurso.

Competições Big Air — na qual os atletas competem para dar o salto mais alto em sua modalidade — também foram acrescentadas às competições de esqui e snowboard. Apresentando apenas quatro atletas por competição, a pontuação de cada corrida contará com a interação dos fãs: 50% dos pontos de cada competidor virão dos votos dos fãs presentes enviados por mensagem de texto, e os outros 50% de analistas que darão seus votos por telefone ao vivo na TV.

Conhecido em sua origem como Extreme Games (Jogos Radicais), os X Games cresceram rapidamente para se transformar em evento mundial e fenômeno de marketing maiores do que poderiam imaginar quaisquer de seus criadores.

O medalhista dos Jogos Olímpicos de Inverno Shaun
O medalhista dos Jogos Olímpicos de Inverno Shaun  “Tomate Voador” White treina para a competição masculina de skate vertical dos X Games de verão em Los Angeles, Califórnia. Nos X Games de 2007, White ganhou uma medalha de ouro nesse esporte (Reed SaxonRiddell/© AP Images)

Os Extreme Games nasceram em 1993 quando executivos da rede de televisão ESPN decidiram reunir a cada dois anos atletas internacionais para uma variedade de esportes de ação de verão. A inauguração dos Extreme Games foi em 1995 na Nova Inglaterra, com apresentação de 27 eventos em nove categorias esportivas.

A reação dos espectadores, patrocinadores e atletas foi de tal forma favorável que a ESPN resolveu fazer dos jogos um evento anual. O evento foi rebatizado como X Games em 1996 e tornou-se bianual em 1997 para incluir esportes de inverno. O primeiro X Games de inverno foi transmitido pela televisão para cerca de 200 países e territórios em 21 idiomas diferentes e também pela matriz da ESPN, a rede de TV ABC.

Os X Games tornaram-se um evento verde em 2004, com a apresentação dos X Games Environmentality (XGE), programa abrangente que incentiva a gestão ambiental em todos os aspectos de planejamento do evento. Os XGE buscam minimizar o impacto dos jogos no meio ambiente com redução de lixo, uso de recursos renováveis, compra de produtos ecologicamente corretos e prevenção contra a poluição.

Menos de duas décadas após sua origem, os X Games são um sucesso mundial entre atletas, patrocinadores e espectadores, bem como importante segmento da marca ESPN.

Esportes estéticos

A engenhosidade nos esportes vai além da tecnologia e dos equipamentos, atingindo os próprios jogos. Segundo Annie Lok, em artigo para o Columbia News Service, um punhado de novos esportes híbridos ou “estéticos” está começando a invadir o cenário esportivo.

O aluno de pós-graduação da Universidade Rutgers Tom Russotti desenvolveu o “Wiffle Hurling”, versão mais branda do hurling, esporte nacional da Irlanda acelerado e violento. Usando gols do futebol, tacos de plástico ocos e bolas brancas de plástico com furos — equipamentos usados para jogar Wiffleball — Russotti inventou o Wiffle Hurling quando lhe foi dito que o jogo original era violento demais para principiantes. Russotti martela os tacos sobre uma chama para achatá-los, de modo a dar-lhes o formato aproximado do equipamento original do hurling. Sua adaptação dos equipamentos originais do hurling permite ao Whiffle Hurling manter a intensidade do hurling e ao mesmo tempo torna o jogo mais seguro para os novos jogadores.

O texano Eric Heiberg inventou o Mojo Kickball como um meio de exercício. O jogo lembra vagamente o kickball, combinação de beisebol e futebol jogado nas aulas de educação física em muitas escolas americanas, e também contém elementos da queimada (dodgeball), outra atividade básica das aulas de educação física. O Mojo Kickball usa seis bolas, os arremessadores jogam as bolas para seu próprio time e os jogadores fazem pontos na terceira base.

O pólo de bicicleta de rua (street bicycle polo) deixou recentemente sua marca em várias cidades americanas e sua diferença em relação aos outros esportes estéticos é a exigência de maior destreza física. Nesse esporte, os jogadores precisam se equilibrar na bicicleta enquanto os adversários se arremessam contra eles empunhando tacos de pólo para disputar uma bola de hóquei de campo.

Uma das principais vantagens dos esportes estéticos é que participantes com diferentes graus de habilidade atlética podem participar e jogar juntos. Heiberg não era fã de esportes ultra competitivos, e tanto ele quanto Russotti queriam alternativas esportivas que oferecessem mais divertimento casual que competitividade. Todas essas iniciativas dão às pessoas uma alternativa de atividade física diferente dos esportes consolidados com os quais estamos acostumados.

A Sports desenvolveu o primeiro capacete esportivo individual de “futebol americano” que monitora e  registra todos os impactos graves sofridos por um jogador na cabeça durante um jogo ou treino
A Sports desenvolveu o primeiro capacete esportivo individual de “futebol americano” que monitora e registra todos os impactos graves sofridos por um jogador na cabeça durante um jogo ou treino (Cortesia: Riddell Sports)

Tecnologia para proteção da cabeça

Nos últimos 20 anos, o termo “concussão” foi se infiltrando no vernáculo esportivo em todos os níveis. Jogadores aposentados de esportes de contato como o futebol americano e o hóquei falam sobre jogar com “dor de cabeça” nos dias de jogo, sem perceber a gravidade do que poderia ter sido de fato uma concussão não diagnosticada.

Avanços em equipamentos de proteção podem ajudar a minimizar essas preocupações para os atletas de hoje. O grupo Riddell Sports, fabricante de equipamentos esportivos com sede em Illinois, projetou uma linha de capacetes de futebol americano com sensores capazes de medir a gravidade dos impactos e ajudar a detectar possíveis concussões.

Equipados com tecnologia do Sistema de Telemetria para Impacto na Cabeça (Head Impact Telemetry System-HITS), cada capacete tem seis acelerômetros no forro. Desenvolvidos pela Simbex, LLC, empresa com sede em New Hamphsire, esses sensores medem o local, a magnitude, a duração e a direção do impacto. Os dados são transmitidos continuamente com tecnologia sem fio a um computador à prova d’água situado ao lado do campo e monitorado pela equipe do corpo médico. A equipe pode monitorar os dados ininterruptamente, mas um alerta é enviado por pager quando um dos capacetes registra colisão cuja gravidade exceda determinado limite pré-estabelecido.

Nesse ponto, o perfil do jogador contundido pode ser acessado na tela do computador, e a equipe médica tem acesso imediato ao histórico de impactos desse atleta em jogos e treinos anteriores.

Antes do início da temporada, cada jogador passa por teste computadorizado de 25 minutos que determina seu comportamento cerebral de referência. Se o sistema de sensores alertar a equipe médica sobre possível dano cerebral, a equipe faz novo teste e compara os resultados com os dados de referência do atleta.

A reincidência de concussões é um dos perigos até agora acobertados nos esportes de contato em todos os níveis. Cada concussão sucessiva prejudica muito os jogadores, e a tecnologia HITS ajudará a garantir aos atletas um tempo adequado de recuperação após sofrer impactos que possam evoluir para concussões.

Equipamentos ecológicos

Quase 40 anos após a primeira comemoração do Dia da Terra em 1970, os consumidores têm mais opções ecológicas de qualidade à sua disposição em praticamente todos os segmentos do mercado. Um dos setores que mais recentemente aderiu aos produtos de consumo ecológicos é o de produtos esportivos e para condicionamento físico.

Como muitas pranchas de surf têm sido revestidas com resina de poliéster, que é prejudicial ao meio ambiente e aos trabalhadores que a manuseiam, alguns fabricantes desenvolveram resinas de epóxi e compostos naturais. Elas não só têm menos impacto ambiental, como resistem mais a choques e arranhões do que as versões revestidas de poliéster.

bicicleta de bambu Essa bicicleta de bambu é um exemplo dos equipamentos esportivos ecológicos que os consumidores estão adotando (Cortesia: Craig Calfee/Foto: Paul Schraub)

Bolas de futebol e de futebol americano, assim como bolas de outros esportes de alta tecnologia, são tradicionalmente feitas com uma bexiga de ar interna de borracha revestida de poliuretano ou couro sintético. Mas a colheita contínua e repetida da borracha pode diminuir as florestas. A Fair Trade Sports, com sede em Seattle, fabrica bolas com bexigas internas e revestimentos externos que atendem às normas do Conselho de Manejo de Florestas (FSC). A certificação do FSC garante que a borracha vem de florestas de manejo responsável, conforme determinam as regras internacionais.

Milhões de crianças praticam skate, e os melhores skatistas quebram pelo menos uma prancha por ano. Em vez de usar madeira, fabricantes de skate como Comet, Habitat, Loaded Boards e Sector 9, começaram a produzir pranchas ecológicas feitas de bambu ou fibra de cânhamo. Muitos skatistas consideram que os novos modelos ecológicos apresentam melhor desempenho, além de serem mais fortes e flexíveis.

A Calfee Design também está usando cânhamo e bambu na fabricação de bicicletas ecológicas. A empresa fabrica bicicletas de corrida de alta tecnologia de fibra de carbono há duas décadas, mas começou a fazer bicicletas de bambu há cerca de dez anos. Os modelos de bambu são um pouco mais pesados do que os de fibra de carbono, mas podem absorver melhor os impactos e as vibrações das estradas. A Venture Snowboards, com sede no Colorado, usa madeira, bambu, algodão orgânico e cânhamo de colheitas sustentáveis para fabricar suas pranchas.

Desde que o desempenho e a durabilidade não sejam sacrificados, os consumidores parecem dispostos a adotar equipamentos fabricados com materiais ecológicos.

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Mike Vogel, redator e editor,  já escreveu sobre temas relacionados a hóquei, beisebol, alimentos e música. Ele mora em Maryland.

As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente a posição nem as políticas do governo dos EUA.

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