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Perfil de Jovem Inovador: John Wherry

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Perfil de Jovem Inovador: John Wherry
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John Wherry
John Wherry (Cortesia: James Hayden/Instituto Wistar)

Quando criança, John Wherry se divertia desmontando máquinas, inclusive o trenzinho de estimação de seu pai. Agora, como imunologista, ele está desmontando a máquina provavelmente mais intrincada de todas — o sistema imunológico humano — a fim de desenvolver uma vacina que forneça imunidade vitalícia contra a gripe. Não há tempo a perder, considerando a ameaça de pandemia global desencadeada por mutações no vírus mortal da gripe aviária que surgiu na Ásia, na África e na Europa. Wherry e seus colaboradores estão correndo para criar um protótipo para a vacina até 2011.

Wherry, 36 anos, descobriu durante o ensino médio que queria ser biólogo. Durante a faculdade, tornou-se fascinado pela imunologia e como aluno de pós-graduação prosseguiu estudando as células T de memória. Durante a bolsa de estudos de pós-doutorado, ajudou a descobrir porque algumas células T de memória, depois de serem ativadas por uma infecção ou vacinação, se tornam mais fracas: elas produzem um receptor que bloqueia o sinal que as compele a lutar.

O inconveniente das atuais vacinas contra a gripe se torna evidente a cada outono e inverno quando as pessoas fazem fila para serem vacinadas contra gripe. As vacinas atuais tipicamente usam vírus da gripe mortos ou inativos para estimular o sistema imunológico a gerar anticorpos contra as proteínas na superfície desses vírus; os anticorpos reconhecem os vírus como um invasor e os eliminam da corrente sanguínea. Mas, devido ao fato de duas ou três diferentes cepas de vírus da gripe estarem geralmente circulando pelo mundo, e porque suas proteínas externas evoluem rapidamente, os especialistas em saúde pública têm de formular novas vacinas a cada ano.

Wherry, instalado no Instituto Wistar da Filadélfia, Pensilvânia, espera superar esses problemas com uma vacina feita em parte com um vírus vivo — um vírus inativado do resfriado comum com pedaços de vírus clonado da gripe inseridos nele. Teoricamente, ele estimulará uma defesa profunda e duradoura chamada imunidade celular, que envolve alguma coisa chamada célula T de memória, um tipo de glóbulo branco parcialmente formado na glândula timo em resposta a um vírus externo ou a uma bactéria. Diferentemente das vacinas atuais, uma célula T reage contra as proteínas estáveis internas do vírus da gripe, assim como contra as proteínas da superfície em constante mutação. E uma vez que uma célula T é formada, ela se perpetua por gerações. Diferentemente dos anticorpos, as células T são capazes de destruir as células que foram invadidas e colonizadas pelos vírus.

“Se conseguirmos treinar as células T para reconhecerem de maneira eficaz as proteínas internas para vírus da gripe e fazer com que sejam mantidas a longo prazo”, afirma Wherry, “será possível criar uma vacina que proteja contra todas as cepas da gripe. Estamos entusiasmados”, diz ele. “Estamos começando a ver indícios promissores em ratos. Mas transferir essas conquistas para seres humanos leva tempo e um enorme esforço.”

“Oitenta por cento dessas abordagens caem por terra”, diz Hildegund Ertl, chefe do departamento de imunologia do Wistar. “Algumas pessoas se sentem desencorajadas com o fracasso. O que me impressiona em John não é somente o fato de ser um bom cientista, ele tem claramente temperamento para lidar com reveses.”

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Este artigo foi extraído de “Flu Fighter”, de Arthur Allen, publicado originalmente na revista SMITHSONIAN de outubro de 2007. Arthur Allen, de Washington, D.C., é o autor de Vaccine: The Controversial Story of Medicine's Greatest Lifesaver [Vacina: A Polêmica História do Maior Salvador de Vidas da Medicina].

As opiniões expressas nestes comentários não refletem necessariamente a posição nem as políticas do governo dos EUA.

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