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Cientistas e pesquisadores da área de saúde fazem descobertas e avanços científicos em um ritmo cada vez mais rápido, com os progressos inspirando ainda mais pesquisa. Novos conhecimentos em saúde, avanços na análise de dados, tecnologia integrada e novos materiais, além da impressionante sinergia gerada pela capacidade de colaborar com uma ampla variedade de colegas no mundo inteiro, tudo isso tem contribuído para a efusão das descobertas. Seguem alguns exemplos inspiradores das pesquisas atuais.
Novo tratamento “a frio” para lesões na espinha Em setembro de 2007, milhões de telespectadores ficaram estarrecidos ao ver o jogador de futebol americano Kevin Everett ser vítima de uma grave lesão. Ele quebrou o pescoço, teve fratura de vértebra e a medula espinhal intacta, mas comprometida pela lesão, além da ameaça causada pelo inchaço pós-traumático. O prognóstico praticamente certo seria paralisia permanente. Mas uma nova e vigorosa combinação de resfriamento imediato do corpo para evitar inchaço, injeção de esteróides e cirurgia de emergência para descompressão do nervo deram a Everett um futuro muito mais promissor. Seguindo um novo protocolo, seus médicos usaram uma solução salina para reduzir rapidamente a temperatura do seu corpo em -13,33 graus Celsius. Em uma semana ele respondeu a alguns estímulos e fez movimentos voluntários com as mãos e os pés. Segundo os relatórios médicos, um mês depois já conseguia ficar em pé por breves momentos e com o auxílio de um andador, movimentar-se em uma cadeira de rodas e abrir e fechar as duas mãos. Ainda não está claro qual será o resultado final da recuperação de Everett, mas ele já fez progressos impressionantes. O tratamento que Everett recebeu está em fase experimental e não se encontra amplamente disponível — por enquanto, ainda são muito poucos os hospitais capacitados em traumatologia para atender a esse tipo de lesão, e a terapia de resfriamento não tem sido 100% eficaz. Mas respostas como as de Everett dão esperança e estímulo aos pesquisadores e seus pacientes.
Exatamente como nos filmes Candace Lombardi, redatora do CNET News, noticiou recentemente uma inovação no desenho de braços e outros membros artificiais. O Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, trabalhando em parceria com um grupo que inclui universidades, empresas privadas e órgãos governamentais, está desenvolvendo um braço mecânico que duplica de modo mais próximo o movimento e a percepção sensorial de um braço biológico. Em testes recentes, um usuário foi capaz de controlar um braço mecânico para realizar tarefas intrincadas, como manusear um pequeno objeto com precisão ou segurar objetos frágeis sem quebrá-los. O braço foi ligado aos nervos saudáveis do peito e foi capaz de dar ao usuário um sentido de contato e controle suficiente para possibilitar, com pequenos ajustes, realizar as tarefas. Lombardi comparou a nova prótese com a usada por Luke Skywalker no filme O Império Contra-Ataca. Mas em vez de ajudar os heróis do futuro a salvar a galáxia, as próteses hoje em dia, com subsídios do Departamento de Defesa dos EUA, são projetadas para veteranos de guerra amputados.
Exterminando o ferrão da picada do mosquito Se os mosquitos pudessem não adquirir ou transmitir o patógeno Plasmodium, as pessoas não contrairiam malária, o que salvaria milhões de vidas todos os anos. Mas como criar um mosquito melhor? No passado, pesquisadores de genética tratavam dos ovos de mosquito alterando seus genes de forma que os insetos resultantes tornavam-se resistentes à contaminação. No entanto, os mosquitos não conseguiram passar adiante a alteração genética de modo suficientemente seguro a ponto de oferecer esperança de uma solução prática resultante dessa medida. Um grupo de pesquisadores da Universidade Johns Hopkins realizou recentemente um segundo teste durante o qual os mosquitos eram alimentados com sangue infectado em vez de sangue saudável e então passavam adiante o gene de modo mais confiável. Porém, a taxa pela qual a nova característica se espalhou pela população de mosquitos não foi suficiente para fazer essa abordagem parecer realmente útil. Porém, de acordo com artigo recente da revista Smithsonian, o Instituto de Tecnologia da Califórnia identificou um gene “determinante” em moscas-de-fruta que pareceu criar uma característica dominante e espera que ele se espalhe mais rapidamente nas gerações subseqüentes. Agora os pesquisadores procuram uma forma de acrescentar um gene determinante ao tratamento do mosquito. Eles esperam que em cinco anos talvez tenham um mosquito melhorado e geneticamente influente pronto para ser usado.
Mudança nos papéis da assistência médica Os jovens adultos cada vez mais enfrentam um novo dilema — como lidar com pais idosos que querem continuar independentes, mas que têm condições físicas e/ou mentais que fazem da continuidade da independência um desafio. Os avanços na medicina têm ajudado pais idosos a viver mais e, em muitos casos, a ter vidas mais ativas, mas esses avanços também acrescentaram preocupações aos jovens adultos que precisam, de algum modo, monitorar a segurança e as condições de saúde de seus pais e ao mesmo tempo respeitar sua dignidade e o desejo de continuar em suas próprias casas. Várias empresas e pesquisadores de diversas universidades, tanto nos Estados Unidos quanto em outros países, estão trabalhando na compilação de novas tecnologias para resolver essa questão. Essas tecnologias incluem detectores de movimentos; câmeras conectadas na internet; “telefones inteligentes” capazes de passar informação a monitores do órgão de assistência médica ou diretamente aos cuidadores; “botões de pânico”; e monitores que registram a pressão arterial e outros sinais vitais em sistemas integrados que ajudam a detectar problemas ou perigo rapidamente, enviam a ajuda apropriada e permitem tanto aos idosos como a seus cuidadores despreocuparem-se de problemas de saúde como quedas por debilidade.
Robin L. Yeager é funcionária do Serviço de Relações Exteriores do Departamento de Estado, atualmente designada para o Bureau de Programas de Informações Internacionais. A ampla gama de temas sobre os quais escreve e sua atuação no exterior já a levaram da Transilvânia ao Timbuktu. As opiniões expressas nestes comentários não refletem necessariamente a posição nem as políticas do governo dos EUA. | |||||||||
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