Escritório de Programas Internacionais de Informação do Departamento de Estado dos Estados Unidos

SOCIEDADE E VALORES DOS EUA

As Artes nos Estados Unidos: Novos Rumos

Revista Eletrônica do Departamento de Estado dos Estados Unidos
Volume 8, Número 1, Abril de 2003

red bullet Dos editores red bullet Índice red bullet
(Download Versão Adobe Acrobat / Versão ANSI compactada)

Thin green line

Dancer Courtesy Carolina Ballet
Dançarina do Carolina Ballet, de Raleigh, Carolina do Norte, atua em Messiah, no Hungarian Ballet Festival de 2002
(Marty Sohl / Cortesia: Carolina Ballet)

Dos editores

Em seu livro recente American Visions: The Epic History of Art in America, o crítico de arte Robert Hughes, nascido na Austrália, identifica uma das principais experiências norte-americanas como "reinício, deixando para trás o que já fomos". Para Hughes, isso não significa começar tudo de novo, mas, sim, uma interação complexa com a tradição anterior. "Em algum lugar dos museus norte-americanos", escreve Hughes com um toque de humor, "sempre há uma pequena imagem enterrada do imigrante saindo do barco com sua bagagem: botas, uma bíblia - ou 27 Rembrandts".

Essa espécie de reinício é o que os artistas fazem todos os dias ao produzir arte. Começar da base também é o que nós, editores, pretendíamos quando pedimos que alguns dos principais especialistas norte-americanos em várias formas de arte nos falassem sobre a situação em suas áreas. O que há de novo, por exemplo, em dança ou artes visuais? Quais são os artistas mais importantes trabalhando em teatro e música? Como as tendências atuais em cinema e literatura se harmonizam com as tradições históricas?

Uma vez que quaisquer generalizações sobre artes devem ser suspeitas em um país que conta com cerca de 1.200 orquestras sinfônicas, 117 companhias de ópera profissionais, mais de 400 companhias de dança e 425 teatros profissionais sem fins lucrativos, a resposta de cada especialista a essas questões será parcial, inevitavelmente. É por isso que incluímos várias opiniões - críticos que atuam em cada campo, retratos dos próprios artistas. E, claro, nossos especialistas às vezes discordam entre si. Uma diversidade de opiniões parece ser adequada em um país onde não há Ministério da Cultura nem visão oficial das melhores formas de arte.

Mas esta revista também revela determinados temas comuns. Um é a crescente internacionalização da arte - o modo como as formas de arte norte-americanas contemporâneas são enriquecidas constantemente pelo movimento dos artistas e das idéias em âmbito internacional e vice-versa. Outro é o que um crítico chama de "hibridez" - as fronteiras entre as formas de arte estão caindo à medida que o trabalho de muitos artistas envolve várias disciplinas. As danças de Mark Morris ou Bill T. Jones por vezes incorporam palavras faladas; o artista visual Matthew Barney faz filmes épicos com o jeito dos filmes de Hollywood. Outra tendência fundamental da forma atual de criação dos trabalhos é o intricado intercâmbio de experiências entre os centros tradicionais de criatividade das regiões costeiras dos Estados Unidos e as regiões menos populosas do país. Em seu ensaio geral, o crítico Terry Teachout sustenta que alguns dos novos trabalhos mais instigantes da Ópera da Cidade de Nova York têm origem na Glimmerglass Opera, uma pequena companhia em uma cidadezinha situada ao norte do Estado de Nova York.

O que produz o fermento criativo atual documentado por esta revista? Em nossa entrevista de abertura, Dana Gioia, poeta e presidente do Fundo Nacional para as Artes (National Endowment for the Arts), identifica uma fonte provável: "Os Estados Unidos têm essa história da arte diversamente notável, essa amplitude inédita de realizações - que vai do cinema à literatura moderna, passando pelo expressionismo abstrato e pelo jazz - porque eram e continuam sendo uma sociedade que reconhece a liberdade individual de seus cidadãos".

Thin green line

Início da página | Índice | Sociedade e Valores dos EUA, abril de 2003 | Revistas eletrônicas do IIP | Home page do IIP