Modelos de DoaçãoRobin L. Yeager
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Doações para instituições beneficentes podem vir de várias fontes — de empresas, de pessoas físicas e de comunidades. As mais variadas organizações, inclusive grupos sociais, equipes esportivas, organizações de voluntariado, instituições religiosas e grupos de indivíduos com algum interesse em comum, como amor aos animais ou disposição de privilegiar algum problema social específico, podem trabalhar juntas para apoiar uma determinada entidade ou várias causas filantrópicas. Clubes, equipes e outros grupos vendem produtos ou arrecadam dinheiro de outras formas para financiar atividades filantrópicas. Este artigo destaca vários modelos de filantropia nos Estados Unidos. Filantropia empresarial Pequenas e grandes empresas dos Estados Unidos têm o hábito de financiar projetos filantrópicos, seja mediante a doação de lanche para um evento escolar, seja dando permissão a um funcionário para usar horas de trabalho ou recursos para ajudar uma boa causa, seja contribuindo financeiramente com uma instituição de caridade. Nos Estados Unidos, essa ajuda é parte do que se espera de um bom cidadão corporativo. As empresas se envolvem com filantropia por várias razões. A razão principal é que as empresas — na realidade, seus líderes — acreditam em determinada causa e ficam satisfeitas em direcionar recursos para ela. Há também outros motivos para isso. Ao ajudar a comunidade, os funcionários sentem orgulho de seu empregador e vínculo pessoal com os esforços da empresa. Isso eleva o moral do funcionário e dá um sentimento de filiação com a companhia. Outra razão é o reconhecimento dos beneficiários e da comunidade em geral: ajudar contribui para as relações públicas. Finalmente, com o sistema de incentivos fiscais criado pelo governo americano, o “prejuízo” de qualquer contribuição financeira é pelo menos parcialmente compensado por isenção fiscal correspondente. Como no estudo de caso da Microsoft abaixo, as doações empresariais podem ser em forma de recursos financeiros, de serviços voluntários ou profissionais ou de produtos e materiais. As doações de produtos e serviços são muitas vezes chamadas de contribuições em produto. Ao reconhecer o impacto positivo da filantropia empresarial e a boa vontade resultante em relação às corporações, a Câmara de Comércio dos EUA incentiva e acompanha ativamente as doações empresariais. Além disso, os diretores executivos de muitas das maiores corporações americanas participam do Comitê de Estímulo à Filantropia Empresarial (CECP), cujo trabalho é descrito em http:/www.corporatephilanthropy.org. Estudo de caso — Microsoft: Em 2005, a Microsoft como corporação contribuiu para causas filantrópicas com US$ 61 milhões em dinheiro e com US$ 273 milhões em doações de software em todo o mundo. Dessa quantia, US$ 19,4 milhões em dinheiro e US$ 4,4 milhões em software foram para instituições beneficentes na região de Puget Sound do estado de Washington, onde fica a sede da Microsoft. No total, a Microsoft financiou 9.201 entidades filantrópicas no mundo todo, inclusive por meio do programa de recursos equivalentes aos doados pelos empregados da Microsoft, que alcançou a cifra de US$ 20,6 em 2005, dobrando assim as contribuições dos funcionários às entidades de sua escolha. A Microsoft também incentiva o serviço voluntário. Desde que lançou seu programa de acompanhamento de horas de trabalho voluntário em outubro de 2005, aproximadamente 1.500 de seus funcionários contribuíram de modo voluntário com um total de 60 mil horas para causas filantrópicas. Como o programa e seu sistema de relatório ainda são novos, os números reais poderão ainda ser maiores. Com esses programas, a Microsoft e seus funcionários puderam dar ajuda significativa tanto à Fundação Seattle, da comunidade que atende a região local, quanto à organização United Way do condado de King. Isso é um exemplo da relação complementar existente entre filantropia empresarial, fundações comunitárias, a United Ways (Caminhos Unidos) e filantropia por parte de pessoas físicas e de fundações familiares (a renomada Fundação Bill e Melinda Gates é somente uma das fundações originadas da Microsoft). Pela generosidade de pessoas físicas e da própria corporação, em todos esses aspectos das doações esteve envolvido o dinheiro gerado por uma empresa. Fundações Corporações e patrimônios de líderes empresariais ou de outros indivíduos ricos podem constituir uma fundação — ou um fundo para financiar determinada causa ou uma série de interesses principais. Pessoas físicas às vezes também preferem criar fundações. Embora muitas pessoas ricas façam doações individuais diretas para determinadas causas, outras, e especialmente as que estão na mira do público, podem preferir instituir uma fundação para lidar com suas contribuições. Isso protege as pessoas famosas de pedidos diretos de ajuda e permite a administração profissional de grandes quantias e fundos. Seja com o financiamento de uma pessoa física ou de uma família e direcionadas para causas de seu interesse, seja refletindo as preocupações e utilizando os recursos há muito doados por pessoas físicas ou jurídicas, as fundações distribuem os fundos, muitas vezes em forma de subsídios, para manter muitos programas e comunidades de interesse vital. Administrar uma fundação é tarefa complexa, e os profissionais dessa atividade recebem treinamento e ajuda de várias fontes. Informações específicas sobre esses programas de assistência estão disponíveis no site do Conselho de Fundações (http://www.cof.org) e do Centro de Fundações (http://www.fdncenter.org). Muitos grupos ajudam fundações ou entidades filantrópicas na esperança de receber recursos das fundações mediante a apresentação de propostas de projetos. Estudo de caso — Fundação W. K. Kellogg: um objetivo da Fundação W.K. Kellogg (WKKF) é unir pobres com ricos, executivos informais com formais e ativistas sociais com líderes empresariais. Mediante programas patrocinados pela fundação, as comunidades enfrentam as dificuldades causadas pelos desequilíbrios entre “os que têm” e os “que não têm”. De acordo com o site da fundação (http://www.wkkf.org), “a WKKF cria espaços sociais em que pessoas de diferentes setores da sociedade podem se reunir e compartilhar sua vitalidade e criatividade. Como filantropos, queremos que a comunidade utilize o conhecimento e a energia de todos os setores”. O relatório anual de 2005 da Fundação W.K. Kellogg destaca o grande número de favorecidos pela instituição, inclusive o Centro Nacional de Playgrounds sem Fronteiras, que trabalha em toda a América do Norte, criando playgrounds acessíveis a todas as crianças e apropriados ao seu desenvolvimento; o Programa de Intercâmbio entre Setores Culturais, pelo qual mais de cem artistas aborígines da África Austral aprendem a usar a arte nativa como instrumento de desenvolvimento cultural e econômico para a autodeterminação e redução da pobreza; e o Centro de Multiservicios Educativos da Bolívia, dedicado à educação formal do ensino fundamental e médio, bem como à ajuda a serviços essenciais como bibliotecas, equipamentos audiovisual e de informática, equipamentos para laboratórios e capacitação de professores. Doações: eu fiz doações no escritório ou na instituição religiosa ou no supermercado ou... Organizações de caridade e outras adotaram várias práticas para incentivar a filantropia, já que aumentam as contribuições ao facilitar o modo de doação. Embora operem de formas diferentes, com diferentes graus de formalidade, os elementos comuns dessas práticas consistem em fornecer informações aos doadores em potencial sobre as possíveis instituições beneficentes; dar-lhes a certeza de levar suas contribuições aos beneficiários pretendidos; e assegurar-lhes que o trabalho em conjunto fará enorme diferença no resultado final. Mediante campanhas em escritórios, comunidades e outras instituições, as pessoas conseguem fazer contribuições automáticas às entidades filantrópicas de sua escolha. As contribuições podem ser feitas no trabalho com parte do salário enviada diretamente a uma organização não-governamental ou a uma igreja, quando a igreja destina uma porcentagem de todas as doações a determinadas causas ou mediante doações únicas para projetos especiais. Na era do cartão de crédito, é cada vez mais comum fazer contribuições dessa forma, sobretudo para esforços importantes de arrecadação de fundos em que os doadores podem determinar pagamentos regulares e periódicos descontados diretamente de suas contas. Com essas grandes doações conjuntas, os doadores podem identificar como foram aplicadas ou exercer alguma influência sobre a forma de utilizá-las. E podem comemorar com os outros o benefício conseguido. Lojas e outras organizações podem se oferecer para fazer doações para determinadas causas como incentivo aos clientes. Por exemplo, para cada peru comprado em certo supermercado em época de festas, é doado um engradado com alimentos à despensa de alimentos local para necessitados ou por cada dez engradados de bebidas comprados, uma empresa de engarrafamento doa bebidas a um grupo de crianças. Os clientes adquirem perus ou bebidas, sabendo que, com suas compras, ajudaram uma causa valiosa. Estudo de caso — United Way of America (Caminho Unido dos EUA): a United Way é uma organização “guarda-chuva” que aceita doações monetárias e as distribui a uma grande variedade de instituições beneficentes. Na temporada de 2004-2005, a United Way arrecadou mais de US$ 3,6 bilhões. Organizada por condado ou por outra área local, a maioria das United Ways oferece aos doadores em potencial a oportunidade de doar a instituições beneficentes locais ou internacionais. A organização nacional United Way e seus 1.350 escritórios locais são administrados por voluntários que dirigem uma equipe paga. A United Way realiza uma campanha anual durante a qual seus colaboradores podem selecionar entidades filantrópicas e se registrar em um sistema de dedução automática da folha de pagamento para contribuições regulares em dólares retirados de seus salários para essas entidades. O sistema da United Way divulga as instituições beneficentes que de outra forma não seriam conhecidas pelos doadores, oferece um meio de transferência de recursos e permite ao empregador acompanhar o impacto conjunto das contribuições dos funcionários. Algumas empresas utilizam sistema de equivalência de recursos doados pelos empregados, dobrando assim os benefícios: quando um funcionário doa US$ 1, a empresa faz doação equivalente, resultando em US$ 2 para a entidade. Os doadores podem destinar suas contribuições a uma determinada instituição de caridade, como a Cruz Vermelha Americana local, ou as doações podem ser feitas sem destino determinado, deixando para os líderes da United Way a decisão sobre a distribuição dos recursos. Informações sobre a United Way dos EUA estão disponíveis no site http://national.unitedway.org/, onde se podem conseguir informações sobre as United Ways locais. Funcionários do governo federal têm a mesma oportunidade de doar coletivamente, a partir de seus escritórios do mundo todo, mediante o sistema conhecido por Campanha Federal Conjunta (CFC). Iniciada em 1961, a Campanha Federal Conjunta é a maior iniciativa filantrópica no local de trabalho dos EUA e a única iniciativa filantrópica permitida por lei em locais federais de trabalho. Desde seu início, a CFC arrecadou mais de US$ 5,5 bilhões. Em 2005, os funcionários federais destinaram US$ 268,5 milhões a várias instituições beneficentes no mundo todo. Poder em números De acordo com os Novos Empreendimentos em Filantropia do Fórum de Doações, as pessoas cada vez mais se reúnem em grupos chamados círculos de doação. Membros de um grupo, ou círculo, combinam suas contribuições filantrópicas e decidem coletivamente como distribuir o dinheiro arrecadado para causas valiosas. O trabalho coletivo incentiva a fidelidade ao compromisso da doação, a sensação de estar bem informado sobre os programas de ajuda e de que as doações feitas são suficientemente volumosas para fazer diferença ou para enviar uma mensagem. Esse fortalecimento coletivo atrai muitos tipos de público e é popular em especial entre grupos de mulheres, grupos étnicos e os que se encaixam na categoria de “novos doadores”. Há mais de 200 círculos em pelo menos 40 estados dos EUA. Fundações comunitárias são exemplos de uma forma mais antiga dessa instituição beneficente coletiva. Estudo de caso — Fundação Cleveland: a primeira fundação comunitária, a Fundação Cleveland, foi formada em 1914 quando Frederick Goff, banqueiro e advogado de Cleveland, Ohio, teve uma idéia revolucionária — uma idéia que mudou a face da filantropia nos Estados Unidos e se tornou exemplo para quase 600 fundações comunitárias no mundo todo. Sua idéia foi instituir uma fundação para a qual pessoas caridosas contribuíssem com recursos permanentes a serem distribuídos em forma de subsídios para a melhoria de sua comunidade. Cerca de 90 anos mais tarde, a Fundação Cleveland é uma das maiores fundações comunitárias e continua a ser pioneira no campo da filantropia, com ativos de US$ 1,6 bilhão. Em 2004, a fundação distribuiu mais de US$ 86 milhões para organizações sem fins lucrativos, principalmente na região da Grande Cleveland, para projetos em várias áreas, inclusive de assistência médica, educação, desenvolvimento econômico, conservação e artes. Heróis e bons exemplos — filantropia de celebridades Celebridades do mundo do entretenimento e dos esportes têm cada vez mais visibilidade e voz ativa em seu apoio a programas beneficentes. Imagens de estrelas visitando lugares pobres e devastados, ajudando a angariar recursos para uma causa humanitária ou tornando realidade o sonho de alguma criança doente são tão freqüentes a ponto de a revista Time chamar 2005 de “O Ano da Caridade no Mundo do Entretenimento”. Nomes e rostos de celebridades, bem como sua fortuna em geral considerável, atraem a atenção e o apoio a certas causas, dando ao mesmo tempo aos astros e às estrelas a oportunidade de mostrar aos fãs e críticos a pessoa por trás dos personagens representados, das roupas exibidas e da participação nos eventos publicitários. A busca do nome de celebridades na internet com toda a probabilidade resultará em exemplos de suas atividades filantrópicas. O Centro de Fundações traz a relação dos filantropos famosos atuais e históricos (http://youth.fdncenter.org/youth_celebrity.html), ao passo que Look to the Stars (Olhe para os Astros), no endereço http://www.looktothestars.org, relata as atividades de assistência de 160 celebridades a inúmeras entidades filantrópicas. O site é atualizado com regularidade. Em data recente, o grupo das dez maiores celebridades relacionadas era formado por George Clooney, Bono, Jude Law, Oprah Winfrey, Elton John, Jackie Chan, Kate Moss, Ewan McGregor, Robbie Williams e Bob Geldorf. As instituições Make Poverty History (Faça da Pobreza Coisa do Passado), Campanha ONE, Clothes Off Our Back (Doe Suas Roupas), Unicef, Fundação Luke Neuhedel, RADD, Anistia Internacional, Cruz Vermelha Americana, Hospital Infantil de Pesquisa St. Jude e Oxfam foram identificadas como as dez maiores entidades beneficentes privilegiadas pelas celebridades. O Projeto de Filantropia nos Esportes, que acompanha e incentiva a filantropia por todos os níveis de profissionais dos esportes — ligas, equipes, donos de equipes e jogadores —, patrocina uma conferência anual como parte de seu trabalho. A Legacy League (Liga de Legados) (http://www.thelegacyleague.com) trabalha individualmente com os jogadores para instituir fundações ou programas beneficentes de interesse especial para eles. O Projeto de Filantropia nos Esportes está disponível no site http://www.sportsphilanthropyproject.com. Estudo de caso — NBA Cares (A NBA se Importa): com enfoque na abordagem de importantes questões sociais, especialmente programas de apoio à educação, causas relacionadas com a saúde e o desenvolvimento de jovens e da família, a NBA Cares é uma iniciativa global de alcance social comunitário da Associação Nacional de Basquete dos EUA. De acordo com o site da organização (http://aol.nba.com/nba_cares/), nos próximos cinco anos, a liga, os jogadores e as equipes arrecadarão e contribuirão com US$ 100 milhões para instituições de caridade, doarão mais de 1 milhão de horas de trabalho prático voluntário a comunidades no mundo todo e construirão mais de cem instalações onde crianças e famílias possam viver, aprender e brincar. A NBA Cares envolve muitos programas e atividades. Ler para Alcançar é somente um exemplo. Esse programa de um ano visa ajudar jovens a desenvolver amor pela leitura e incentiva adultos a ler regularmente com crianças para atingir esse objetivo. A NBA Cares estima que o programa atinja 50 milhões de crianças a cada ano — a mais ampla campanha educacional na história dos esportes profissionais. Estudo de caso — Oprah Winfrey: magnata da mídia, filantropa e apresentadora de programa de televisão visto todos os dias por milhões de americanos, Oprah Winfrey não apenas contribui amplamente para entidades filantrópicas por meio de sua fundação, mas também defende causas de outras formas utilizando seu programa de TV. Programas que foram ao ar neste ano mostraram o ator George Clooney e seus esforços para divulgar os horrores enfrentados diariamente em Darfur. Lisa Ling apareceu em um programa discutindo a situação angustiante das crianças-soldados em Uganda, e foram relatados a viagem da atriz Meg Ryan à Índia pela CARE e o trabalho da atriz e embaixadora da boa vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Angelina Jolie, em favor de Darfur. Em maio de 2006, Oprah acompanhou Bill e Melinda Gates quando percorreram escolas de ensino médio dos EUA mantidas por sua fundação. O cuidado das celebridades para com certas questões atrai a atenção do público e o incentiva a descobrir mais, envolver-se ou fazer uma contribuição. Oprah normalmente usa seu programa para propiciar esse acesso. Oprah também ajuda entidades filantrópicas pela ação coletiva de seus expectadores. Por exemplo, depois de saber das dificuldades enfrentadas pelas vítimas do terremoto de 2005 no Paquistão, incentivou seus expectadores a fazer doações para enviá-las em conjunto para a área atingida. A atriz Lucy Liu, apresentada no programa seguinte visitando um acampamento no Paquistão como parte de seu trabalho em apoio ao Unicef, mostrou ao público de Oprah as “tendas-escolas” compradas com a ajuda da doação de US$ 500 mil por parte dos expectadores. Mais informações sobre as atividades beneficentes de Oprah Winfrey estão disponíveis em http://www.oprah.com. Programas da juventude: incutindo hábitos, transmitindo tradições Segundo o Conselho de Fundações de Michigan e seus colaboradores no desenvolvimento do programa Learning to Give (Aprender a Doar), os líderes de democracias emergentes muitas vezes chegam aos Estados Unidos trazendo uma pergunta relativamente surpreendente. Eles querem saber como podem criar um terceiro setor em seus países, como ensinar princípios democráticos e filantrópicos a suas crianças e como transmitir a tradição de cidadãos comuns que trabalham para o bem comum. Essas questões são difíceis de responder porque, em muitos casos, esses conceitos foram em sua maioria ensinados informalmente. Não há um curso para ensinar os fatos ou inculcar os valores do setor sem fins lucrativos. Apesar dessa falta, instilar na próxima geração o compromisso de ajudar os outros tem sido meta importante de muitos que trabalham com a juventude. Grupos como os escoteiros e escoteiras, o 4-H, os Clubes de Meninos e de Meninas dos EUA, organizações religiosas, a educação cívica escolar ou clubes de voluntariado curricular ou extracurricular, organizações de voluntariado e beneficência, equipes esportivas, entre outros, oferecem aos jovens exemplos de voluntariado e doação, bem como oportunidades de eles próprios se envolverem nessas atividades. Agências comunitárias, desde hospitais até a Cruz Vermelha Americana, passando por bibliotecas e playgrounds, muitas vezes incluem atividades voluntárias para jovens. Mediante todos esses programas, os jovens conseguem identificar causas; escolhem, planejam e realizam projetos e vêem os resultados de seus trabalhos. Estudo de caso — Promessa dos EUA — Aliança para a Juventude: a Promessa dos EUA é uma aliança que une comunidades, pessoas físicas, empresas e organizações de todos os setores para aumentar as vantagens de uma boa vida para crianças e jovens. Promessa dos EUA — Aliança para a Juventude foi fundada em seguida à Cúpula dos Presidentes para o Futuro dos Estados Unidos em 1997, na qual os presidentes George H.W. Bush, Jimmy Carter, Bill Clinton e Gerald Ford — com Nancy Reagan representando o presidente Ronald Reagan — desafiaram a nação a tornar as crianças e os jovens uma prioridade nacional. O presidente George W. Bush reafirmou esse compromisso em 2001. O general reformado do Exército Colin L. Powell tornou-se o presidente fundador da Promessa dos EUA, atuando nesse cargo de 1997 até 2001. A missão da Promessa dos EUA é fortalecer o caráter e a competência dos jovens americanos. A Promessa dos EUA deseja que todas as crianças americanas tenham os recursos fundamentais necessários para se preparar para o futuro. As cinco promessas de que todas as crianças devem usufruir são:
Após criar a Promessa dos EUA, Powell fez um “Discurso à Juventude” sobre a quinta promessa. Abaixo, um trecho dessa mensagem:
Doações de pessoas físicas Apesar de uma enorme quantia em dinheiro ser doada por fundações e empresas, uma cifra bem maior — até sete vezes mais em alguns anos — é doada por pessoas físicas. Pessoas físicas, assim como corporações ou grupos, podem fazer doações monetárias diretas a uma causa ou podem doar materiais e equipamentos ou ainda servir como voluntários. Podem doar tornando uma organização filantrópica beneficiária de suas propriedades. Ou podem preferir freqüentar lojas que prometem apoiar certas causas ou contribuem para escolas locais ou para outros grupos com base em compras de fregueses locais. É possível apoiar o esforço de arrecadação de fundos para pesquisas sobre o câncer participando de corridas, enquanto outros contribuem para essa causa ao doar dinheiro para cada quilômetro percorrido pelo corredor voluntário. Há voluntários para um número incontável de projetos e organizações, partilhando espontaneamente da ajuda a todo e qualquer segmento da sociedade americana. O trabalho da dra. Jennifer Stobbe e de seus colegas é somente um exemplo dos modos incontáveis e em geral desconhecidos com que os americanos doam seu tempo, seu talento e seus tesouros. Estudo de caso — Jennifer Stobbe, doutora em Medicina Veterinária: após a passagem do furacão Katrina, voluntários resgataram centenas de animais, inclusive uma cadela de aparência lamentável, das águas sujas e perigosas das inundações de Nova Orleans, na Louisiana. Como a cadela tinha verme do coração e infecções na pele, além de outras infecções, havia perdido muito pelo e estava quase morta de fome, os voluntários deram a ela de início o nome de “Mangy Dog” (Sarnenta). Ela foi levada para um acampamento dirigido pela organização Arkansans for Animals Cidadãos de Arkansas pelos Animais), onde encontrou Jennifer Stobbe, uma veterinária do Mississippi presente no Arkansas com sua equipe, com o objetivo de ajudar no acampamento. Em meio ao calor, à umidade e lidando com animais doentes e assustados, a equipe realizou seu trabalho em tendas no acampamento provisório. Lá, a Sarnenta e centenas de outros animais receberam alimento, medicamentos e um lugar seguro para dormir. Graças a Jennifer Stobbe, mais de 50 cães foram levados para o Mississippi e finalmente para grupos na Virgínia e em Maryland que conseguiram lares para eles.
Após o resgate e o transporte para um novo lar a mais de 1.600 km de distância, a Sarnenta encontrou outras pessoas que trataram de seus problemas de saúde e, o mais importante, lhe deram uma nova vida e uma nova família. Atualmente, instalada na casa de um dos editores desta revista, a Sarnenta (rebatizada de Katy, de Katrina) está feliz, saudável, com bastante pelo e muito agradecida àqueles que tornaram possível seu resgate. Segundo conversas com os grupos e pessoas envolvidas nos esforços de
resgate, parece que a cifra total empregada no atendimento em medicamentos,
transporte e gastos calculada pelos voluntários com o resgate e a recuperação
de Katy foi de cerca de US$ 4 mil. Multipliquem isso pelas centenas de animais
resgatados da tempestade e é possível perceber a inacreditável extensão da
generosidade das pessoas. Em maio de 2006, Katy, na foto abaixo, reuniu-se com
alguns novos amigos na Caminhada pelos Animais em Arkansas, Maryland,
patrocinada pela Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade com os
Animais. Com essa caminhada, Katy ajudou a angariar dinheiro para que a Sociedade
continue a ajudar os animais. Boa garota, Katy!
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