Sobre Esta Edição
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O livro American Philanthropy, de Robert H. Bremner, escrito para a série História da Civilização Americana, da editora da Universidade de Chicago, continua sendo a principal referência sobre a filantropia americana. Na introdução do texto, Bremner define o objetivo da filantropia como a “melhora da qualidade da vida humana … para promover o bem-estar, a felicidade e a cultura da humanidade”. Então, que papel tem a filantropia na sociedade americana? Uma vez mais, nas palavras de Bremner, "A benevolência espontânea tem desempenhado papel relevante e funções importantes na sociedade americana. … Vem sendo uma das formas principais de promoção do avanço social. … O histórico da filantropia americana é tão impressionante que seriam necessários muitos volumes extensos para relacionar suas realizações. …" Ao narrar o escopo das atividades filantrópicas nos Estados Unidos, Bremner escreve:
Como a filantropia veio a desempenhar papel tão fundamental no fornecimento de componentes essenciais da vida nos Estados Unidos? De acordo com o Conselho de Fundações, a doação beneficente nos Estados Unidos “tem fortes raízes nas crenças religiosas, na história da assistência mútua, nos princípios democráticos da participação civil, nas vertentes pluralistas para a resolução de problemas e nas tradições americanas de autonomia individual e presença limitada do governo”. Uma relação de fundações e dos principais benfeitores americanos parece uma lista de "quem é quem" da história, da sociedade e da indústria americanas. Líderes das áreas empresarial, industrial, de entretenimento e esportiva usam sua fama e fortuna pessoal para criar e subscrever projetos em todo o mundo. Enquanto grandes fundações distribuem milhares de milhões de dólares em prol de causas no país inteiro e ao redor do mundo, os cidadãos americanos com suas doações, heranças e contribuições pessoais a causas escolhidas por eles próprios contribuem regularmente com importância superior a sete vezes o volume doado pelas fundações. Exemplos de tais esforços: doações organizadas em escritórios; um pote sobre um balcão para coleta de fundos em uma pequena empresa; arrecadação de dinheiro para uma família carente local; e a transmissão às crianças do sentimento poderoso de ajudar a fazer a diferença em um projeto beneficente de sua escola ou clube. De pequenas e espontâneas manifestações de apoio a uma causa específica a organizações com pessoal e estrutura em nível de empresa multinacional, há muitas formas de filantropia nos Estados Unidos. Esta edição da eJournal USA discute a história, a variedade e alguns exemplos fundamentais desse lado da sociedade americana. Com isso, ajuda a descrever o fenômeno visto com orgulho pelos americanos como uma força social importante, capaz de dar aos cidadãos a oportunidade de se conectar com programas que de outra forma estariam nas mãos do governo e de controlá-los. Os exemplos descritos nesta revista ilustram os tipos de doações existentes nos Estados Unidos, mas, para cada grupo, empresa ou programa mencionado, há milhares de outros dignos de apresentação. Esperamos que os leitores usem esses exemplos para começar sua exploração pessoal de um tema tão inspirador. Os editores
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