A garra de um quintetoPaul Malamud
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Empreendedora nas pistas
Em qualquer negócio uma marca bem-sucedida gera vendas. Mas criar a marca certa para um novo negócio pode ser também uma declaração sobre sua vida. É isso que a empresária Jennifer Wright-Tubbs, de Peoria, Illinois, está aprendendo. Em março deste ano, Wright-Tubbs, formada em publicidade, lançou seu próprio negócio de roupas para corrida com a marca iRUNLIKEAGIRL. Esse logo chamativo lança mão do insulto comum nos pátios escolares —"você corre como uma menina" − e o transforma em uma declaração orgulhosa sobre a importância do atletismo e da automotivação da mulheres. "Sem dúvida, a conotação negativa transformou-se em alguma coisa mais positiva", observa Wright-Tubbs. "É correr entre as obrigações diárias, as comemorações e as decepções da vida; correr em busca de saúde e correr porque você tem essa habilidade", declarou Wright-Tubbs ao diário local Journal Star. Wright-Tubbs, ela própria uma entusiasta por corrida de longa distância, diz que o objetivo do slogan é motivar mulheres a correr com sucesso em muitas áreas de sua ronda diária — viver com gosto. "É um modo de vida, uma percepção de quem somos", acrescenta. Acostumada ao ritmo acelerado, ela estreou sua linha na More Marathon (para mulheres acima dos 40) e duas semanas mais tarde já estava na famosa Maratona de Boston. Nas primeiras semanas do negócio, ela fez dezenas de milhares de vendas. Alguns de seus clientes eram mulheres que refletiam "o espírito da garota sem idade"; outros eram homens comprando para as mulheres de sua vida. Natural de Iowa, Wright-Tubbs começou correndo uma milha na pista da faculdade. Depois da mudança para Chicago, começou a correr longas distâncias e, aos 27 anos, participou da Maratona de Chicago. Desde então, já competiu em oito maratonas. O site iRUNLIKEAGIRL convida mulheres do mundo todo a descobrir não somente o que a corrida fez por uma mulher, mas como a energia, a automotivação, o entusiasmo e uma atitude corajosa e sem limite — podem levar ao que Wright-Tubbs gosta de chamar "correr com espírito". O seu negócio está apenas no começo. "O difícil deste negócio é cuidar dele pessoalmente neste momento", acrescenta ela. Em fase de mudança em Manhattan, ela espera expandir no futuro e começar a substituir a operação via internet por lojas de varejo, perspectiva que a faz sentir-se "cautelosamente confiante". Wright-Tubbs tem grandes planos para o futuro: levar sua marca para mais cidades americanas − grandes e pequenas − e possivelmente para todo o mundo. O médico dos pobres
Farmer nasceu em uma família pobre e numerosa. Parte de sua infância morou em um ônibus transformado em trailer em um estacionamento na Flórida, assim como em uma barraca e em um barco. Contudo, se tornou uma das principais forças ao levar assistência médica às pessoas no mundo todo. Enquanto era estudante de medicina em Harvard, em 1987, Farmer iniciou uma fundação sediada em Boston, a Parceiros em Saúde (PIH), com seu colega de faculdade Jim Yong Kim, e montou uma clínica médica no Haiti. Essa clínica haitiana, que ajuda cerca de 100 mil pessoas, tornou-se modelo para clínicas semelhantes que combatem doenças e que também oferecem um amplo leque de serviços sociais e de auto-aperfeiçoamento em áreas carentes no mundo todo. A Parceiros em Saúde define seus objetivos como "levar os benefícios da assistência médica moderna aos mais carentes e funcionar como antídoto contra o desespero". O modelo da PIH fornece unidades móveis de triagem, programas de treinamento para profissionais de campo na área de saúde, clínicas, escolas e tratamentos em domicílio à base de medicamentos complexos, assim como desenvolvimento de pesquisas sobre doenças infecciosas. Protocolos inovadores de dosagem de medicamentos desenvolvidos por Farmer e parceiros reduziram os índices de mortalidade por tuberculose e Aids resistentes a medicamentos, em lugares tão longínquos quanto a Sibéria e o Peru. "Médico dos pobres" — foi como Farmer uma vez se descreveu para Tracy Kidder, autora do best-seller intitulado Mountains Beyond Mountains. Farmer espera continuar trabalhando para reduzir a fome, as doenças e a mortalidade desnecessária no mundo. "Acredito na possibilidade de convencer as pessoas de que é errado deixar doentes carentes no mundo morrer sem assistência", disse Farmer. "Podemos mudar isso. Estilista de alta moda
Quando em 1979 Thu Thien Dao e Hue Thuc Luong chegaram aos Estados Unidos, originários de Laos, eles tinham sonhos para suas oito filhas. A família administrava uma empresa de lavanderia e alfaiataria em Houston, no Texas, mas, como muitos outros trabalhadores imigrantes, queriam que seus filhos tivessem uma boa educação e ingressassem na faculdade de direito ou de medicina. Contudo, a sexta filha, Chloe, pensava diferente. Aos dez anos, ficou encantada com um programa da CNN que se chamava "Estilo com Elsa Klensch". Na adolescência, na garagem de sua casa, Chloe começou a perseguir sua paixão pelo design bonito, transformando em bijuteria parafusos e borrachas e outros objetos descartados. Depois de iniciar o curso de marketing na faculdade, ela decidiu perseguir seu sonho pessoal matriculando-se em um curso de design de uma faculdade comunitária e então fez uma visita ao Instituto de Tecnologia de Moda da Cidade de Nova York. "Adoro minha mãe e meu pai", declarou Chloe recentemente ao San Jose Mercury News. "Mas você tem de seguir seus sonhos. Você tem de priorizar o que quer fazer.” A viagem a Nova York levou-a a arranjar um emprego no setor de roupas para a noite, ocasião em que Chloe ajudou a administrar uma pequena empresa de design e a transformá-la em um negócio de vários milhões de dólares. Em 2000, de volta a Houston, ela fundou sua própria butique de estilista com o nome "Lot 8" — em homenagem às 8 filhas da família. A Lot 8, com uma coleção de vestidos tanto para a noite quanto para o dia-a-dia e roupas desportivas, é no momento uma das butiques de moda mais conhecidas de Houston e tem recebido atenção de todo o país. Chloe também participa do "Projeto Runway" da TV Bravo — um reality show no qual diferentes estilistas competem toda semana para resolver um problema de design. Chloe foi a vencedora da segunda temporada do programa e ganhou US$ 100 mil que a ajudaram a lançar sua própria grife de roupas. "Crio para qualquer pessoa", declarou Chloe. "Boa moda é uma forma de promover a igualdade.” Aluna promissora
Anna Umanskaya não é uma típica adolescente americana. Primeiro, aos 18 anos, ela mora sozinha em um apartamento no Brooklyn, um dos bairros de Nova York. Segundo, ela enfrenta a vida com extraordinário senso de energia focada. Anna ganhou recentemente uma bolsa de estudos do New York Times para freqüentar a faculdade. Ela compartilha a distinção com outros 18 alunos do último ano do ensino médio de Nova York que, entre 1.400 candidatos, ganharam o prêmio em 2006 com base em mérito e potencial intelectual. Além da bolsa de estudos de US$ 30 mil, que lhe permitirá freqüentar a Universidade de Brandeis, o Times também oferece aos ganhadores um estágio de verão, um laptop e aconselhamento acadêmico. Anna planeja estudar Relações Internacionais na faculdade. Trazida aos Estados Unidos de Moscou aos 10 anos por sua avó, Anna teve uma vida familiar difícil, com parentes morando longe e muitas mudanças. Por fim, ela se aventurou por conta própria. Atualmente aluna do último ano da escola de ensino médio Franklin Delano Roosevelt, no Brooklyn, Anna trabalha como garçonete em um café à noite para ganhar a vida. Apesar disso, ela ainda está entre os melhores alunos de sua classe, presta serviço voluntário para idosos e encontra tempo para escrever de maneira criativa sozinha. No ano passado, ganhou uma bolsa de estudos ao vencer o concurso anual de redação do Brooklyn sobre a Memória do Holocausto para alunos do ensino médio. Até agora, a vida de Anna Umanskaya espelha a história de um imigrante tradicional nos Estados Unidos — tempos difíceis, trabalho árduo, surgimento de oportunidades. "Eu tinha que ter mais", Anna disse ao New York Times. "Realizar meus sonhos, entrar na Brandeis, estar onde eu quero, para variar." Conselheiro de ex-condenados
Para algumas pessoas, encontrar uma carreira exige muito trabalho árduo. Essa tem sido a história de Julio Medina da Comunidade Transnacional Exodus. Ele percorreu o caminho difícil. Preso na juventude por vender drogas, acabou recebendo uma condenação de 12 anos. Contudo, a experiência e o aconselhamento prestado pelo grupo de cunho religioso Exodus no sistema prisional do estado de Nova York mostraram a ele que servir ao próximo pode ser um chamado divino. Libertado em 1996, começou a trabalhar como conselheiro de viciados em substâncias e infectados pelo HIV. Por fim, Medina decidiu dedicar-se aos problemas de ex-presidiários que tentam retornar à sociedade. Com base em sua própria experiência de vida, Medina sabia muito bem quantos ex-presidiários retornam ao crime e algumas das razões: dificuldade em arrumar emprego, problemas emocionais, incapacidade de formar laços familiares. Em 1999, obteve recursos para formar a Comunidade Transnacional Exodus, um lugar onde ex-condenados com problemas de reintegração à sociedade podem encontrar ajuda prática. Até hoje, a Transnacional Exodus, sediada em East Harlem, Nova York, já ajudou mais de 1.500 homens e mulheres a se reintegrar ao mundo quando deixam a prisão, o vício ou as ruas. A Exodus oferece um programa de auto-avaliação, aconselhamento, habitação e encaminhamentos a emprego — até mesmo capacitação em informática. A Exodus — parte de uma iniciativa do Departamento do Trabalho dos EUA ─ alega ter reduzido o índice de reincidência de presos, a ponto de 75% de seus clientes retornarem à vida normal. (Em âmbito nacional, cerca de dois terços dos condenados acabam voltando à prisão). Segundo Medina, as melhores pessoas para ajudar ex-presidiários são os próprios ex-presidiários. "Em minha opinião, ninguém mais sabe fazer isso melhor do que homens e mulheres que passaram pelo processo", afirmou ele certa vez a um jornal. "Somos especialistas em fazer isso. Somos aqueles que vão reverter a situação." |
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