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A Força Que Surge da Diversidade: O Setor Independente do Ensino Superior dos EUA

Richard Ekman

Educação nas Faculdades e Universidades dos Estados Unidos

ÍNDICE
Bem-vindo
Apresentação
Sobre esta edição
Universidades Públicas nos Estados Unidos
O Que É uma Grande Universidade Privada de Pesquisa
Faculdades Comunitárias dos EUA: Para Muitos, Porta de Entrada do Ensino Superior
A Força Que Surge da Diversidade: O Setor Independente do Ensino Superior dos EUA
Instituições Destinadas às Minorias
50 Anos após Brown: Por Que as Faculdades e Universidades Historicamente Destinadas a Negros Continuam Importantes
Faculdades Ligadas a Entidades Religiosas
Instituições Especializadas
Fotos: vida na faculdade photo icon
Relações Internacionais na Universidade da Pensilvânia
Estudantes Estrangeiros Encontram um Lar e um Propósito Global
Serviço Comunitário
Sete Instantâneos: Uma Amostragem das Oportunidades Educacionais
Escolhendo a Área de Habilitação Principal na Faculdade
Experiência na Sala de Aula de uma Faculdade
Custo da Faculdade nos Estados Unidos
Fontes Possíveis de Ajuda Financeira
Estados Unidos Acolhem Estudantes Estrangeiros em Faculdades Comunitárias
Bibliografia
Recursos na internet
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Faculdades particulares com cursos de quatro anos de duração proporcionam experiências educacionais variadas, principalmente para estudantes de graduação. Richard Ekman, presidente do Conselho de Faculdades Independentes, descreve o que torna as faculdades particulares ou independentes diferentes das outras no setor público.

A student from Zimbabwe celebrating her graduation; a 24-hour Shakespeare reading event; music students of Oberlin College in Ohio

 

A característica mais notável do ensino superior dos EUA é sua diversidade. O governo federal não controla o currículo de faculdades e universidades dos EUA ou seus métodos de ensino, e governos estaduais também exercem controle de forma sutil. Mas é no setorindependenteouparticular” do ensino superior que há maior diversidade de filosofias, cursos e tradições educacionais. Esse setor é formado por 600 faculdades e universidades de menor porte e inclui muitas das mais veneráveis instituições dos Estados Unidos.

Observem a diversidade destes cursos: a Faculdade Ursinus, na Pensilvânia, oferece um curso interdisciplinar para calouros, que coloca os estudantes em contato com ampla variedade de textos de humanidades e ciências sociais; a Faculdade Warren Wilson, na Carolina do Norte, exige que todos os estudantes participem da tarefa de dirigir a instituição e encara essa atividade como parte importante da filosofia educacional da faculdade; a Faculdade Northland, em Wisconsin, chega a extremos para funcionar de forma a não prejudicar o meio ambiente; a Faculdade Alderson-Broaddus, na Virgínia, Ocidental atrai a maioria de seus alunos de cidadezinhas localizadas em montanhas desse Estado e encaminha muitos deles para carreiras em ciência e medicina; a Faculdade Earlham, fundada por Quakers e localizada em Indiana, continua a buscar o consenso entre todos os membros da comunidade do campus para tomar decisões; a Faculdade de Cedar Crest na Pensilvânia, uma faculdade para mulheres, contradiz o estereótipo de que mulheres não se destacam em ciências, ao formar muitas delas nessa matéria.

Essas 600 faculdades ou universidades independentes têm, apesar das diferenças, várias características em comum:

  • São relativamente pequenas, raramente ultrapassando 3 mil estudantes matriculados.

  • São inteiramente ou sobretudo voltadas para estudos de graduação, com pouquíssimos cursos de pós-graduação.

  • Todos os membros do corpo docente têm compromisso com o ensino. Embora a maioria também realize pesquisas, elas são encaradas como atividade secundária em relação a seus deveres com o magistério, e os professores passam muito tempo com os alunos dentro e fora da sala de aula.

  • Os métodos de ensino são altamente interativos e envolventes.

  • Como essas instituições entendem que grande parte do processo educativo ocorre fora da sala de aula, são freqüentes as oportunidades de interação entre os estudantes e desses com os membros do corpo docente, e isso é visto como aspecto importante da dimensão co-curricular da educação.

  • Essas instituições são explícitas sobre seus valores subjacentes. Às vezes esses valores estão vinculados à denominação religiosa que fundou a faculdade (ou a algum reflexo desses valores, se essa denominação agora não estiver tão envolvida). Às vezes esses valores refletem uma filosofia educacional distinta, como as faculdades “dos grandes livros” — das quais a Faculdade de St. John, com campi em Maryland e no Novo México, é a mais conhecidaou as faculdades que utilizam a colaboração do aluno em trabalho (work colleges) como a Faculdade Warren Wilson ou a Faculdade de Berea no Kentucky, onde, além dos estudos, os estudantes recebem atribuições para ajudar no funcionamento da faculdade.

  • Essas instituições consideram o estudo das artes liberais essencial para a cidadania responsável depois de cursar a universidade, não importando a que área profissional tenham se dedicado.

  • O formato da educação superior representado por essas escolas funciona muito bem. Os dados estatísticos demonstram, por exemplo, que as faculdades pequenas, particulares apresentam índices maiores de conclusão dos cursos superiores do que as universidades estaduais de grande porte. Além disso, essa diferença se mantém não somente entre os estudantes mais talentosos, como também entre os alunos que tiraram notas baixas no ensino médio ou no Teste de Aptidão Escolar (SAT) [http://www.collegeboard.com]. Índices mais altos de conclusão dos cursos superiores também se aplicam a grupos socioeconômicos que às vezes estão associados a índices baixos de participação na faculdade, como estudantes da primeira geração da família a freqüentar cursos superiores, estudantes que precisam trabalhar em tempo integral, além de assistir às aulas, ou estudantes de vários grupos minoritários.

    A explicação para a eficácia comparativa de instituições particulares de menor porte pode ser encontrada na “aprendizagem participativa” adotada nessas instituições. George Kuh, o fundador da Pesquisa Nacional sobre Participação Estudantil (da qual fazem parte centenas de faculdades e universidades), observa que o sucesso na faculdade está estreitamente relacionado com o conhecimento sobre o professor; o envolvimento em atividade extracurricular; o estágio em trabalhos comunitários; e a matrícula em aulas em que predominam métodos pedagógicos ativos, como aquelas que exigem relatórios orais e trabalhos escritos freqüentes. Essas características são mais comuns em instituições de menor porte do que nas maiores.

    Esse tipo de instituição, independente e de menor porte, pode ser encontrado em qualquer parte dos Estados Unidos, em cidades grandes, pequenas e zonas rurais. Essas faculdades acolhem estudantes das mais diversas origens e alunos que trazem talentos e perspectivas diferentes para as discussões dos campi. Estudantes de outros países são muito valorizados (embora o ensino seja ministrado quase sempre em inglês).

    Informações adicionais sobre qualquer dessas instituições podem ser encontradas prontamente nos respectivos sites. O site do Conselho de Faculdades Independentes [http://www.cic.org/] tem links para a maioria dessas instituições.

    Today's Nuclear Equation

    As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente a posição nem as políticas do governo dos EUA.

    Educação nas Faculdades e Universidades dos Estados Unidos