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Relações Internacionais na Universidade da Pensilvânia

Michael Jay Friedman

The United States in 2005: Who We Are Today

ÍNDICE
Bem-vindo
Apresentação
Sobre esta edição
Universidades Públicas nos Estados Unidos
O Que É uma Grande Universidade Privada de Pesquisa
Faculdades Comunitárias dos EUA: Para Muitos, Porta de Entrada do Ensino Superior
A Força Que Surge da Diversidade: O Setor Independente do Ensino Superior dos EUA
Instituições Destinadas às Minorias
50 Anos após Brown: Por Que as Faculdades e Universidades Historicamente Destinadas a Negros Continuam Importantes
Faculdades Ligadas a Entidades Religiosas
Instituições Especializadas
Fotos: vida na faculdade photo icon
Relações Internacionais na Universidade da Pensilvânia
Estudantes Estrangeiros Encontram um Lar e um Propósito Global
Serviço Comunitário
Sete Instantâneos: Uma Amostragem das Oportunidades Educacionais
Escolhendo a Área de Habilitação Principal na Faculdade
Experiência na Sala de Aula de uma Faculdade
Custo da Faculdade nos Estados Unidos
Fontes Possíveis de Ajuda Financeira
Estados Unidos Acolhem Estudantes Estrangeiros em Faculdades Comunitárias
Bibliografia
Recursos na internet
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Visão geral do credenciamento nos EUA

Esse curso interdisciplinar em uma de nossas principais universidades oferece aos estudantes que se interessam por assuntos internacionais a oportunidade de planejar seus estudos conforme objetivos específicos, enquanto se preparam para carreiras nas áreas acadêmica, de governo, de administração de empresas, entre outras, no país e no exterior. Michael Jay Friedman é da equipe de redação do Escritório de Programas de Informações Internacionais do Departamento de Estado dos EUA.

Livia Rurarz-Huygens, Mohammad al-Ali, and Matthew Frisch (left to right) are  students in the University of Pennsylvania's International Relations Program.Frank Plantan
Livia Rurarz-Huygens, Mohammad al-Ali e Matthew Frisch (da esquerda para a direita) são alunos do curso de Relações Internacionais da Universidade da Pensilvânia
Frank Plantan

Os alunos das universidades dos Estados Unidos normalmente escolhem sua “área de habilitação principal” no final do segundo ano. Com o aumento da globalização econômica, política e cultural, Relações Internacionais ("RI") tornaram-se uma das habilitações mais populares na Universidade da Pensilvânia, localizada na Filadélfia. RI é um curso interdisciplinar que requer que os alunos completem trabalhos em várias áreas diferentes e apresentem uma dissertação de 30 a 40 páginas feita sob a supervisão de um orientador.

A admissão à habilitação principal passa por uma seleção. Os candidatos precisam ter obtido em média 2,8 pontos (numa escala de 4,0) e completado pré-requisitos em ciência política, civilização ocidental e em micro e macroeconomia. Depois de admitidos, os alunos completam um currículo básico com enfoque na teoria das relações internacionais, economia internacional, história da diplomacia e política internacional. Os alunos da habilitação escolhem também as disciplinas optativas a partir de uma lista de programas aprovados selecionados entre os oferecidos pela Faculdade de Artes e Ciências e pela Escola de Administração de Empresas Wharton. Isso permite que os alunos planejem seus estudos de várias formas, desde estudos sobre o Leste Asiático, a antropologia e finanças internacionais. A grande variedade de escolhas também faz de RI um curso de "dupla habilitação" muito popular; os alunos graduam-se em relações internacionais e em uma outra área, com freqüência, história, ciência política ou economia.

Cada aluno de habilitação em Relações Internacionais completa uma dissertação de graduação em assunto de sua escolha relacionado com RI. Temas recentes vão de "O papel da memória histórica nas relações bilaterais: Japão-China e Japão-Coréia do Sul" a "O desafio das corporações multinacionais para o Direito Comercial Internacional".

Matthew Frisch, aluno do quarto ano, proveniente de Toronto, Canadá, escolheu habilitar-se em RI porque isso lhe permitiria estudar uma grande variedade de assuntos, um processo classificado por ele como "diversificar a base de conhecimentos". Ele elogia muito uma disciplina optativa que cursou na Escola de Comunicação Annenberg. Denominada "Comunicações e a Presidência", concedia a cada aluno uma bolsa de pesquisa para visitar uma biblioteca presidencial de sua escolha. Frisch visitou o Museu e Biblioteca John F. Kennedy, em Boston, onde fez pesquisas para um artigo a ser apresentado em seminário sobre a influência recíproca da Guerra Fria e das políticas de direitos civis de Kennedy. Seu artigo foi depois publicado na revista Penn History Review, dirigida pelos estudantes.

Mohammad al-Ali, aluno do terceiro ano com dupla cidadania, EUA-Kuwait, e habilitação em duas áreas, relações internacionais e economia, diz que o curso de RI o ajuda a "superar as diferenças” entre suas duas culturas e ambientes. Na opinião de Livia Rurarz-Huygens, aluna com cidadania belga e americana − estudando para obter duas habilitações, relações internacionais e francês −, cuja família recebeu asilo político na América, RI é a habilitação mais apropriada para treiná-la para uma carreira em direito internacional dos refugiados.

Os alunos de RI participam de inúmeras atividades acadêmicas, sociais e pré-profissionais, muitas delas patrocinadas pela Associação de Alunos de Graduação em Relações Internacionais (Irusa), dirigida pelos estudantes. Rurarz-Huygens, a presidente atual da Irusa, destaca que a organização patrocina viagens anuais para a cidade de Nova York e Washington, D.C., onde os estudantes interagem com professores das principais escolas de pós-graduação em relações internacionais.

Os que se formam em RI pela Universidade da Pensilvânia fazem muitas coisas depois da faculdade. Frank Plantan, co-diretor do curso de RI, observa que "há grande procura por pessoas com conhecimento em assuntos internacionais e com habilidades, entre outras, de pesquisa e redação, necessárias para avaliar as mudanças no mundo. Essas pessoas são necessárias nas áreas acadêmica, de governo, de administração de empresas e numa infinidade de outras áreas no país e no exterior".

VISÃO GERAL DO CREDENCIAMENTO NOS EUA

"Credenciamento é um processo de análise externa da qualidade, utilizada no ensino superior para investigar faculdades, universidades e cursos de ensino superior com o objetivo de garantir a excelência e a melhora da qualidade. Nos Estados Unidos, o credenciamento existe há mais de 100 anos, surgindo da preocupação com a proteção da saúde e da segurança públicas e para atender o interesse público.

O credenciamento nos Estados Unidos é feito por organizações privadas, sem fins lucrativos, criadas para essa finalidade específica. A análise externa da qualidade do ensino superior é uma iniciativa não-governamental. Em outros países, as ações relacionadas com o credenciamento e a garantia da qualidade são normalmente realizadas pelo governo.

As organizações de credenciamento analisam faculdades e universidades em 50 Estados e em vários outros países. Examinam muitos milhares de cursos em uma gama de profissões e especialidades, entre as quais: direito, medicina, administração de empresas, enfermagem, serviço social e farmácia, artes e jornalismo."

De acordo com o documento acima, há três tipos de organizações de credenciamento: regional, nacional e os que cuidam de uma especialidade. O credenciamento tem as seguintes finalidades: garantir qualidade, determinar qualificação para acesso a verbas federais, facilitar transferência de uma escola para outra e gerar no empregador confiança no grau ou licença concedida por uma instituição.

[http://www.chea.org/pdf/overview_US_accred_8-03.pdf]

Judith S. Eaton
Presidente, Conselho de Credenciamento de Ensino Superior

Educação nas Faculdades e Universidades dos Estados Unidos