Relações Internacionais na Universidade da PensilvâniaMichael Jay Friedman
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Os alunos das universidades dos Estados Unidos normalmente escolhem sua “área de habilitação principal” no final do segundo ano. Com o aumento da globalização econômica, política e cultural, Relações Internacionais ("RI") tornaram-se uma das habilitações mais populares na Universidade da Pensilvânia, localizada na Filadélfia. RI é um curso interdisciplinar que requer que os alunos completem trabalhos em várias áreas diferentes e apresentem uma dissertação de 30 a 40 páginas feita sob a supervisão de um orientador. A admissão à habilitação principal passa por uma seleção. Os candidatos precisam ter obtido em média 2,8 pontos (numa escala de 4,0) e completado pré-requisitos em ciência política, civilização ocidental e em micro e macroeconomia. Depois de admitidos, os alunos completam um currículo básico com enfoque na teoria das relações internacionais, economia internacional, história da diplomacia e política internacional. Os alunos da habilitação escolhem também as disciplinas optativas a partir de uma lista de programas aprovados selecionados entre os oferecidos pela Faculdade de Artes e Ciências e pela Escola de Administração de Empresas Wharton. Isso permite que os alunos planejem seus estudos de várias formas, desde estudos sobre o Leste Asiático, a antropologia e finanças internacionais. A grande variedade de escolhas também faz de RI um curso de "dupla habilitação" muito popular; os alunos graduam-se em relações internacionais e em uma outra área, com freqüência, história, ciência política ou economia. Cada aluno de habilitação em Relações Internacionais completa uma dissertação de graduação em assunto de sua escolha relacionado com RI. Temas recentes vão de "O papel da memória histórica nas relações bilaterais: Japão-China e Japão-Coréia do Sul" a "O desafio das corporações multinacionais para o Direito Comercial Internacional". Matthew Frisch, aluno do quarto ano, proveniente de Toronto, Canadá, escolheu habilitar-se em RI porque isso lhe permitiria estudar uma grande variedade de assuntos, um processo classificado por ele como "diversificar a base de conhecimentos". Ele elogia muito uma disciplina optativa que cursou na Escola de Comunicação Annenberg. Denominada "Comunicações e a Presidência", concedia a cada aluno uma bolsa de pesquisa para visitar uma biblioteca presidencial de sua escolha. Frisch visitou o Museu e Biblioteca John F. Kennedy, em Boston, onde fez pesquisas para um artigo a ser apresentado em seminário sobre a influência recíproca da Guerra Fria e das políticas de direitos civis de Kennedy. Seu artigo foi depois publicado na revista Penn History Review, dirigida pelos estudantes. Mohammad al-Ali, aluno do terceiro ano com dupla cidadania, EUA-Kuwait, e habilitação em duas áreas, relações internacionais e economia, diz que o curso de RI o ajuda a "superar as diferenças” entre suas duas culturas e ambientes. Na opinião de Livia Rurarz-Huygens, aluna com cidadania belga e americana − estudando para obter duas habilitações, relações internacionais e francês −, cuja família recebeu asilo político na América, RI é a habilitação mais apropriada para treiná-la para uma carreira em direito internacional dos refugiados. Os alunos de RI participam de inúmeras atividades acadêmicas, sociais e pré-profissionais, muitas delas patrocinadas pela Associação de Alunos de Graduação em Relações Internacionais (Irusa), dirigida pelos estudantes. Rurarz-Huygens, a presidente atual da Irusa, destaca que a organização patrocina viagens anuais para a cidade de Nova York e Washington, D.C., onde os estudantes interagem com professores das principais escolas de pós-graduação em relações internacionais. Os que se formam em RI pela Universidade da Pensilvânia fazem muitas coisas depois da faculdade. Frank Plantan, co-diretor do curso de RI, observa que "há grande procura por pessoas com conhecimento em assuntos internacionais e com habilidades, entre outras, de pesquisa e redação, necessárias para avaliar as mudanças no mundo. Essas pessoas são necessárias nas áreas acadêmica, de governo, de administração de empresas e numa infinidade de outras áreas no país e no exterior".
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