O Que É uma Grande Universidade Privada de PesquisaJames W. Wagner
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Um dos pontos fortes do sistema americano de ensino superior é sua grande variedade. De pequenas faculdades com apenas centenas de alunos a grandes universidades patrocinadas pelos Estados, com dezenas de milhares de alunos, e de faculdades comunitárias com cursos profissionalizantes de dois anos de duração a universidades privadas de pesquisa, o ensino superior americano supre grande variedade de necessidades. Para os alunos, a escolha correta depende muito dos possíveis rumos de suas carreiras, de restrições financeiras e de sua localização geográfica. Em outras palavras, depende do que eles estão inclinados a fazer e a estudar, quanto podem gastar e se querem ou não sair de casa. O que mais conta, em última análise, é a adequação da escola às aspirações do aluno. Nos Estados Unidos, 92 das 100 maiores universidades são públicas ou "patrocinadas pelos Estados" (ou seja, patrocinadas por um dos 50 Estados da federação e não pelo governo federal), e 77% dos estudantes universitários da nação recebem instrução em instituições públicas. Além disso, as principais universidades privadas, com exceção de apenas três ou quatro, estão entre as 25 melhores na maioria das classificações. Dessa forma, as universidades privadas de pesquisa parecem gozar de alta consideração nos Estados Unidos e no mundo inteiro. Porém, o que queremos dizer quando falamos de uma "universidade privada de pesquisa", e o que torna tão atraente esse tipo de instituição? As universidades privadas de pesquisa oferecem formação profissional (por exemplo, em direito, medicina e engenharia), bem como instrução orientada para obtenção do diploma de doutorado. Além de lecionar, os membros do corpo docente gastam boa parte do seu tempo em pesquisa. Na realidade, nessas instituições a qualidade do corpo docente, bolsas de estudo e pesquisa são tão importantes na determinação da remuneração e da promoção quanto a qualidade do ensino. Mas as universidades públicas também oferecem formação profissional e instrução para doutorado, além de enfatizarem bolsas de estudo e pesquisa. O que, então, torna diferentes as universidades privadas? Por um lado, as universidades privadas gozam geralmente de maior flexibilidade financeira. Elas não dependem do legislativo estadual para obtenção de financiamentos, mas obtêm seus recursos de ex-alunos, fundações filantrópicas, organizações científicas e de outras áreas profissionais, todas elas patrocinando as universidades com financiamentos para cursos, bolsas de estudo, construções e cátedras. Essas fontes de financiamento, embora cada vez maiores também nas universidades públicas, proporcionam às universidades privadas capacidade para serem mais ágeis e mais aptas a lançar-se em novos e ousados caminhos de investigação, criando centros especializados de estudo e cursos diferenciados. Para os alunos, essa flexibilidade se traduz, muitas vezes, na oportunidade de permanecer em campos em que eles, se não fosse isso, talvez não encontrassem estímulo para prosseguir. Da mesma forma, a independência das universidades privadas em relação aos cofres públicos as tornou mais capazes de estabelecer “pontos de presença” em outros países. Os cidadãos da Geórgia, por exemplo, dificilmente aprovariam o uso do dinheiro de seus impostos para estabelecer um centro de estudos em Londres. Mas provavelmente saudariam a criação de tal centro na Universidade Emory, que é privada. Em geral, as universidades privadas podem abrir portais internacionais para pesquisa, serviços e ensino com mais facilidade. A Universidade Emory, por exemplo, tem programas de saúde global na África toda, na região do Cáucaso e na Ásia. Tem programas de administração de empresas na Europa e na Ásia inteiras. Tais atividades proporcionam a oportunidade para que estudantes e professores universitários americanos se envolvam, quer nos Estados Unidos, quer no exterior, com os melhores cérebros e talentos de outros países. Por fim, a maioria das universidades de pesquisa é sensivelmente menor que suas contrapartes públicas, oferecendo mistura mais favorável em riqueza de recursos e escala humana. Embora o potencial de aprendizado e pesquisa seja grande em qualquer uma das boas universidades do nosso país, públicas ou privadas, a menor escala dos campi privados possibilita a fácil interação de acadêmicos nas diversas disciplinas, uma vez que as escolas e os departamentos estão, em geral, no máximo a pequena distância uns dos outros no campus. Num mundo em que as descobertas mais importantes estão sendo feitas mediante colaboração através das fronteiras, a capacidade da universidade privada de fomentar e intensificar colaborações, tanto dentro dos limites do campus quanto além, até nos mais longínquos rincões do globo, pode ser a maior atração da universidade privada.
As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente a posição nem as políticas do governo dos EUA
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