Serviço ComunitárioRobin L. Yeager
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Os Estados Unidos têm forte tradição de voluntariado. Os jovens são encorajados desde cedo a encontrar maneiras de ajudar sua comunidade. Em todo o país, faculdades e universidades oferecem oportunidades para a participação do estudante em projetos de serviço voluntário. Algumas vezes o aluno obtém créditos acadêmicos por seu trabalho, mas em geral a recompensa é simplesmente a satisfação de ajudar as pessoas e esses realizadores fazem a diferença, apesar da pouca idade. Tal conceito é personificado pelo Pacto no Campus, descrito no site [http://www.compact.org] como uma “coalizão nacional de mais de 950 reitores de faculdades e universidades que representam cerca de 5 milhões de estudantes dedicados a promover o serviço comunitário, o engajamento cívico e a aprendizagem desse serviço comunitário no ensino superior”. Desde sua fundação em 1992, o Escritório de Aprendizagem em Serviço Comunitário (OCSL) da Universidade do Sul do Mississippi em Hattiesburg, Mississippi, serve como centro de recursos voluntários e pólo de serviços comunitários e aprendizagem a todos os membros da comunidade universitária. São dedicadas mais de 20 mil horas por ano para a comunidade e o campus. A excelência acadêmica, o serviço à comunidade e o sucesso dos estudantes são a base do programa, que incentiva o participante a integrar o movimento comunitário nas esferas local, nacional e mundial. Hoje a Universidade do Sul do Mississippi é uma das seis instituições de ensino superior que atuam com a Universidade do Leste de Michigan para adaptar um modelo de aprendizagem de serviço comunitário acadêmico. A universidade também abriga o Centro de Participação Comunitária e Cívica do Mississippi [http://www.usm.edu/ocsl]/. A Universidade de Illinois em Urbana-Champaign define a aprendizagem em serviço comunitário da seguinte maneira: O principal objetivo da educação liberal é preparar o estudante para a cidadania. Fazemos isso em parte combinando o engajamento estudantil às experiências em sala de aula. A educação liberal ajuda o estudante a cultivar uma postura intelectual e social que é ao mesmo tempo divertida e responsável. É divertida em seu desejo de brincar com idéias, imaginar mundos diferentes e resistir a vícios de pensamento; é responsável em suas conexões mundiais fundamentais. É por isso que aproximar nossos estudantes à sociedade por meio de engajamento público é tão importante. Um exemplo disso foi o compromisso assumido por estudantes de um estúdio de projeto arquitetônico para a criação, em um ano, de uma residência que combinasse baixo custo e eficiência energética. O projeto foi dedicado à organização Habitação para a Humanidade. A força motriz para a criação dessa casa singular foi um conjunto complexo de valores e escolhas baseado na responsabilidade cívica de fazer casas acessíveis a famílias de baixa renda e ainda utilizar tecnologia suficientemente sofisticada para garantir a conservação da energia [http://www.union.uiuc.edu/ovp/sle/]. Na região da Nova Inglaterra, a Faculdade de Dartmouth, a Universidade de Vermont, a Faculdade de St. Michael, a Universidade de Norwich, a Faculdade de Champlain e a Faculdade Estadual de Castleton têm trabalhado com inúmeras agências governamentais e não-governamentais locais para criar o programa Dream (sigla em inglês para Orientação pela Recreação, Educação, Aventura e Mentoreamento), oferecendo mentores a crianças de baixa renda durante longos períodos. O programa começou em Dartmouth em 1999 e hoje tem escritórios e serviços em todo o Estado, atendendo crianças em várias comunidades. O programa combina desenvolvimento juvenil com princípios de desenvolvimento comunitário e encontros semanais regulares com mentores, prestando assistência de longo prazo. Além disso, também há atividades recreativas como viagens, esportes, acampamentos de verão e encontros com ídolos do esporte e líderes locais. Entre os parceiros estão autoridades do setor habitacional, o Clube de Escoteiras e a empresa Jerry's Ice Cream [http://www.dreamprogram.org/]. Em novembro de 2005, a Universidade de Seattle, em Seattle, Washington, sediou uma conferência nacional sobre carência de moradia. O convite para sediar a quinta conferência anual ocorreu depois de a universidade hospedar em fevereiro do mesmo ano, por um mês, a Cidade-Acampamento 3, um acampamento móvel de 100 homens e mulheres sem-teto. A Universidade de Seattle foi a primeira a abrigar uma comunidade sem-teto dessa forma. A conferência nacional foi organizada no local por estudantes da Universidade de Seattle e de membros do Pacto no Campus de Washington, uma coalizão nacional de reitores de faculdades e universidades para promover a responsabilidade cívica no ensino superior. Para obter mais informações sobre a conferência, acesse http://www.studentsagainsthunger.org. A Universidade de Furman em Greenville, Carolina do Sul, tem um programa reconhecido em nível nacional. De acordo com as informações disponíveis no site para futuros estudantes: Muitas de nossas aulas incorporam a aprendizagem em serviço comunitário diretamente no currículo, incluindo religião, educação, artes, filosofia, sociologia e ciências políticas. Seja para ensinar jovens carentes a ler, seja para planejar um evento de marketing para uma organização não-governamental local, seja para ajudar um empresário na elaboração de um plano de negócios, você trabalhará na comunidade para cumprir muitas de suas atividades escolares. A aprendizagem em serviço comunitário não pára ao deixar a sala de aula. Todo ano, 800 estudantes da Universidade de Furman servem como voluntários na Corporação de Serviço Educacional do Colegiado Max e Trude Heller, dirigido por estudantes. Eles fornecem ajuda a 45 agências de Greenville, inclusive ao Exército da Salvação, Centro Meyer para Crianças Especiais, Centro de Assuntos Hispânicos e Clube de Escoteiras [http://www.furman.edu/main/community.htm]. Há outro programa desse gênero próximo à Faculdade de Wofford, em Spartanburg, Carolina do Sul. O estudante da faculdade de Artes Liberais escolhe ser voluntário para um projeto pessoalmente ou por meio de uma agência ou organização local. Alguns estudantes servem como voluntários individualmente, outros participam em conjunto com outros companheiros, integrantes de determinado grupo do campus, como um clube ou fraternidade. Os estudantes da Wofford atuam em cozinhas comunitárias (preparando e servindo comida aos que têm fome) e em abrigos para os sem-teto. São tutores em escolas locais e trabalham em postos de saúde locais. Eles também distribuem presentes de Natal às crianças carentes e ajudam nos programas de embelezamento do campus e da comunidade [http://www.wofford.edu/serviceLearning/default.asp]. Todos os tipos de faculdades oferecem programas de aprendizagem em serviço comunitário. De acordo com a Associação Americana de Faculdades Comunitárias (AACC), mais da metade das faculdades comunitárias nos Estados Unidos promove em seus programas algum tipo de aprendizagem em serviço comunitário. A AACC fez diversas publicações sobre o assunto; duas de interesse são a publicação de 8 páginas Sustaining Service Learning: The Role of Chief Academic Officers (Como apoiar a aprendizagem em serviço comunitário: o papel dos diretores acadêmicos) e a de 86 páginas A Practical Guide for Integrating Civic Responsibility Into the Curriculum (Guia prático para incluir responsabilidade cívica no currículo). Ambas podem ser encontradas no endereço http://www.aacc.nche.edu/Content/NavigationMenu/ResourceCenter/ Projects_Partnerships/Current/HorizonsServiceLearningProject/Publications/Publications.htm. O Instituto Técnico e Profissionalizante de Albuquerque (ATVI), no Novo México, dá excelentes exemplos de aprendizagem em serviço comunitário no âmbito faculdade-comunidade. O instituto recebeu a Verba da Corporação para Serviço Comunitário Nacional, assim como as premiações da National Bellwether em 1999 e do Centro Nacional de Faculdades Comunitárias para Aprendizagem em Serviço e Engajamento Comunitário e para Participação da Sociedade Civil em 2004. Em mais de 50 agências locais, os estudantes do ATVI podem escolher trabalhar para programas direcionados a jovens ou para serviços de saúde, sociais, legais e até mesmo para serviços florestais. Também podem se dedicar às Olimpíadas Especiais ou trabalhar em dois escritórios do Congresso ou para a Sociedade Humanitária [http://planet.tvi.cc.nm.us/experientiallearning/].
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