eJournal USA: Sociedade e Valores

Perfis

Stephen Johnson

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ÍNDICE
Sobre esta edição
A Identidade Americana
A Face Mutante dos EUA
Perfis
O Lema "E Pluribus Unum" ainda Faz Sentido? Sim
Debate sobre Imigração
Um Vale na Califórnia
Uma Cidade na Virgínia Ocidental
Bibliografia
Recursos na Internet
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Empresário internacional -
Gestão de riscos

Stephen Johnson

Stephen Johnson, que mora em Cingapura há 13 anos, atualmente é diretor do Asiawerks Global Investment Group. Steve tem origem familiar ímpar, assim como uma história de vida intrigante. Nasceu no Estado de Michigan. Seu pai é ameríndio puro da tribo dos saginaws chippewas, e sua mãe é de ascendência polonesa católica e russo-judaica. Seus pais se conheceram quando estudavam na Universidade de Michigan.

Já na adolescência, o talento de Steve para o futebol americano e seu excelente histórico acadêmico no ensino médio chamaram a atenção de “olheiros” de várias universidades da Ivy League, inclusive da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, onde jogou e foi capitão do time de futebol americano, além de continuar os estudos. A Universidade da Pensilvânia, onde fez o curso de finanças da Escola Wharton, deu a Steve uma formação mais que acadêmica. Conforme ele mesmo diz: "Foi lá que aprendi muitas lições, a maioria delas fora da sala de aula. Ela [a universidade] era um caldeirão cultural com pessoas de todas as classes sociais, incentivando umas às outras para conseguir grandes realizações."

Steve também aprendeu o valor do trabalho árduo fora da sala de aula. Durante a maioria dos meses das férias de verão, em seus anos de faculdade, trabalhou na construção civil seis dias por semana e até 12 horas por dia. Apaixonado por aventura e viagem, passou um verão da época de faculdade no Reino Unido, como participante de programa de intercâmbio com autorização para trabalhar. Steve fora para Londres sem emprego garantido nem lugar definitivo para ficar, achando que seria fácil encontrar empregos e acomodações. Descobriu, entretanto, que não era bem assim e teve de procurar por muito tempo até encontrar uma vaga de barman em um bar de South Kensington, chamado Anglesea Arms. Mas ele não se contentou só com isso; perseverou até que acabou encontrando um emprego relacionado com finanças. Trabalhava em finanças durante o dia, mas continuou trabalhando de barman três noites por semana, porque gostava de se expor ao convívio com os habitantes locais e com a vida britânica. Segundo Steve, o emprego o ajudou a lançar as bases de sua vitoriosa carreira de empresário, e a temporada em Londres estimulou seu eterno interesse por culturas e povos estrangeiros.

A maior parte da carreira de Steve foi passada nas áreas arriscadas e desafiantes - porém altamente interessantes e recompensadoras - de negociação de derivativos de câmbio e gestão de riscos. Como ele ressalta: "As taxas de câmbio tendem a ser o primeiro indicador do impacto dos eventos mundiais, portanto é fascinante ir para o emprego e encontrar um trabalho diferente a cada dia."

O trabalho de Steve também lhe deu a oportunidade de fazer muitas viagens pela Ásia e conhecer os diferentes povos e culturas do continente. Ele afirma ter sido pessoal e profissionalmente gratificante adquirir conhecimentos profundos sobre culturas estrangeiras que só podem ser obtidos com longo tempo de contato e observação com a mente aberta. Em sua opinião, os americanos que viajam pouco - ou nunca viajaram - para o exterior costumam ter uma visão excessivamente centrada nos Estados Unidos e se beneficiariam de maior contato direto com culturas diferentes. Da mesma forma, Steve constatou que o tempo vivido no exterior possibilitou-lhe ter uma percepção mais objetiva de seu próprio país do que teria tido se vivesse a vida inteira nos Estados Unidos.

No entanto, os muitos anos no exterior não diminuíram sua admiração pelos Estados Unidos nem seu orgulho pela herança indígena. Ele voou de Cingapura para Washington, D.C., para participar da abertura do Museu Nacional do Índio Americano em setembro de 2004. Estar presente nessa cerimônia e poder caminhar pelo National Mall em Washington com dezenas de milhares de índios em trajes tradicionais foi uma experiência que lhe causou profunda emoção. Como muitas pessoas de origem ameríndia, Steve tem profunda consciência das injustiças cometidas ao longo da história contra os povos indígenas dos EUA e acredita que a inauguração do Museu Nacional do Índio Americano significa finalmente o devido reconhecimento aos primeiros colonizadores da nação e às inúmeras contribuições que os índios têm feito em todos os aspectos da vida e da cultura americana.— Steven M. Lauterbach

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The United States in 2005: Who We Are Today