PerfisAnne Korff
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| Diretora de coral, redatora, etc. -
"Minha ambição inicial na vida era experimentar tudo que achasse interessante e instigante, viajar muito e estudar pessoas, bem como lembrar que ter sucesso significa apenas levantar-se uma vez a mais do que o número de quedas", conta Anne Korff do Newport News de Virgínia. Embora na sua modéstia afirme “Ainda sou uma obra em construção”, na verdade, ela realizou com grande sucesso o que sempre almejou. Anne experimentou de tudo em sua vida profissional, desde servir na Marinha dos EUA e cantar em clube noturno, a apresentar programas de culinária e de previsão do tempo na televisão. Viúva duas vezes ainda jovem, ela criou cinco filhos trabalhando em dois empregos. Quando possível, levava as crianças com ela para seu segundo emprego, colocando-as para dormir no camarim do clube noturno ou sob o balcão da agência de aluguel de automóveis no aeroporto. Em meados de sua sétima década de vida e casada com um oficial da Força Aérea aposentado, Anne está mais ocupada do que nunca — dirige um coral feminino de 32 vozes (fundado por ela), viaja e lidera excursões para a Escócia, escreve artigos para revistas e boletins informativos e faz trabalho voluntário na igreja, num centro da natureza e em várias organizações civis e militares. "Quero me exaurir, não enferrujar", graceja. Anne cresceu em Savannah, Geórgia, no coração do sul dos Estados Unidos. Seus avós maternos vieram do Leste Europeu por volta de 1900 e se conheceram e casaram aqui. Seu pai escocês vinha com freqüência para os Estados Unidos com um grupo de músicos e estabeleceu-se na Geórgia quando faltou dinheiro para regressar à terra natal. Durante a infância de Anne, seu pai viajava por todo o sul apresentando-se em espetáculos de variedades. Não podendo pagar a faculdade na juventude, Anne ingressou na Marinha em 1950, durante a guerra da Coréia. "Eu queria realmente servir o meu país, porque tinha medo de perder nossa liberdade caso as pessoas não lutassem por isso", lembra. "Era também uma oportunidade para ampliar minha instrução." Naquela época, não era permitido às mulheres da Marinha ir ao mar, conta Anne, mas "pela primeira vez na vida de muitas mulheres, nosso pagamento era igual aos dos homens que faziam o mesmo serviço". A atitude dos civis nem sempre era favorável, acrescenta. "Eles nos consideravam caçadoras de marido e mulheres de moral duvidosa. Na verdade, éramos controladas com muita rigidez. Tínhamos de viver na caserna, havia toque de recolher e lugares em nossos alojamentos onde os homens não podiam entrar. Era como se estivéssemos em um convento." Depois de três anos e meio de serviço ativo em diversas bases militares, da Flórida a Pearl Harbor, Anne deixou a Marinha e cursou a faculdade, beneficiada pela lei conhecida como GI Bill que prevê estudo gratuito para veteranos do serviço militar. Trabalhando em regime integral enquanto estudava, houve ocasião em que dirigia uma hora de Savannah até a faculdade para assistir aula às 6 da manhã, voltando a tempo de entrar no serviço às 9 horas. Formada em jornalismo e psicologia, Anne foi editora, redatora, assessora de imprensa de políticos, redatora de publicidade e conhecida apresentadora de programas de rádio e TV. "Penso que meu melhor trabalho foi como diretora de promoção de vendas de uma cadeia de shopping centers, pois tinha de utilizar toda a minha experiência", afirma. "Ajudava na abertura de shopping centers e criava o programa de relações públicas, participava semanalmente de programas de rádio e TV, escrevia colunas de jornais e fazia apresentações para grupos comunitários." Entre as grandes mudanças na vida americana testemunhadas por Anne, ela cita "as oportunidades surgidas para as mulheres, oportunidades essas que não existiam anteriormente, e a percepção pública de que o papel das mulheres na sociedade não se resume a cuidar da prole". Mas observa que as mudanças tiveram seu preço. "As mulheres já não cuidam tanto da prole porque não têm tempo para curtir seus filhos.” E como as americanas têm se empenhado na tentativa de harmonizar carreira profissional e família, “as pessoas se tornaram menos educadas e menos corteses na comunicação do dia-a-dia”. Anne também vê diferença entre o sonho americano típico de total liberdade e independência pessoal e o sonho americano possível, que na opinião dela deve envolver consciência social. "Por exemplo, uma mulher pode sair e conseguir um trabalho de responsabilidade, recebendo o salário desejado, porque antes dela outras mulheres forçaram, pressionaram e conseguiram mudanças nos locais de trabalho e na legislação. Todos somos responsáveis por criar agora o ambiente para aqueles que virão depois de nós." Pessoa profundamente religiosa, Anne afirma que sua fé em Deus é a coisa mais importante em sua vida. Quando precisa tomar uma decisão de caráter moral, "a primeira coisa que faço é pedir a Deus que me ajude a ver o que é certo". Para a próxima geração Anne aconselha: "Seja fiel a você mesma. É preciso se olhar no espelho todos os dias. Você saberá se está traindo suas crenças básicas, se sua vida é uma mentira ou se está sendo cruel com os outros. Seja, simplesmente, fiel a você mesma". — Phyllis McIntosh Próximo perfil >>>>
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