PerfisHaley Joel Osment
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| Ator - Em uma videoconferência digital internacional em novembro passado, um participante de Minsk perguntou ao ator americano de 16 anos Haley Joel Osment se tinha carteira de motorista e, no caso, que tipo de carro ele dirigia. Osment respondeu que dirigia “o carro da família, um Saturn, um ótimo carro fabricado nos Estados Unidos”. Sua resposta corresponde ao retrato que surge na entrevista de um profissional jovem que obteve sucesso extraordinário desde o momento em que se deparou com uma câmera. Osment tinha 4 anos quando persuadiu sua mãe a deixá-lo participar de um teste para um comercial da Pizza Hut. (Não deve ter sido tão difícil persuadi-la, pois o pai de Haley era ator profissional.) Osment conseguiu o emprego e, pouco tempo depois, obteve seu primeiro papel, como filho de Forrest Gump em um filme que foi sucesso de crítica e de público. O sucesso precoce e extraordinário conseguido por Osment na indústria cinematográfica pode ser a receita para um desastre pessoal. A fama, a segurança financeira e a vida dentro da bolha de Hollywood nem sempre contribuem para o desenvolvimento de um indivíduo maduro e centrado. Mas Osment parece determinado, com a ajuda de seus pais, a ter essas qualidades. Embora tenha aulas particulares quando está filmando, freqüenta a escola de ensino médio onde mora, em Los Angeles, no restante do tempo. Pratica esportes. Sai com os amigos “que não levam muito a sério minha vida de ator. (...) Isso não tem papel muito importante em nossa amizade”. É um membro ativo do departamento de teatro da escola, que atualmente se dedica ao “Projeto Laramie”. Quando se formar, pretende fazer faculdade. Vai estudar cinema, é claro, mas também pretende estudar história e política.
Em entrevista de uma hora com estudantes de Belarus que falam inglês, era previsível a atitude de Osment diante das câmeras — afinal de contas, ele é ator —, mas não necessariamente sua capacidade de discorrer sobre a profissão a que se dedicou. Osment reconhece que tem sorte: “Quando seu trabalho é a arte”, disse ele, “não se pode dizer que você trabalha”. E isso ocorre porque você gosta muito do que faz, continuou. Segundo ele, atuar é transformar-se em outra pessoa e acreditar nisso. “A melhor parte da profissão de ator é a transformação em outra pessoa”, declarou aos estudantes de Minsk. “Essa é a verdadeira essência da arte de encenar, é acreditar que você é outro que não você mesmo.” Não por coincidência, para Osment, o mais difícil é acreditar “no que seu personagem está vivendo”. Se conseguir, dá certo, você acaba criando o que ele descreveu como “uma realidade alternativa”. Um participante perguntou por que tantos atores parecem se destruir ou desaparecer após terem feito grande sucesso como atores infantis. Osment parece estar consciente desse perigo e o converteu em desafio. Sua meta, afirmou, é continuar a melhorar seu desempenho. Cada vez que encarna um personagem, tenta melhorar a maneira de representar, baseado no que fez anteriormente e aprofundando sua arte à medida que passa de um papel a outro. Tendo feito tantos papéis infantis, ele está ansioso por algum dia representar um “vilão”.
Quanto à fama decorrente do sucesso na indústria cinematográfica, Osment disse a seus interlocutores em Minsk que um ator deveria primeiramente respeitar seus fãs. “Sem o apoio deles, você não estaria trabalhando”, afirmou. Ainda assim, reconhece que o fato de ser uma celebridade pode desviar a atenção daquilo que realmente importa, que é o trabalho e a arte de representar. Parece que ele é sincero e sabe o que está falando quando diz que o que interessa na representação cinematográfica é “o trabalho no estúdio”. Se é que existe equilíbrio na vida de um ator jovem e famoso, Haley Joel Osment parece estar próximo de consegui-lo. De um modo ou de outro, o futuro dele é o cinema. Segundo declarou, embora vá continuar a representar, após a faculdade pretende explorar outros aspectos do cinema, como escrever e dirigir. Nesse meio tempo, continuará a trabalhar, estudar e tocar rock com alguns amigos. Parece bem provável que, enquanto faz tudo isso, mantenha os pés bem fincados no chão. — Mark Jacobs Próximo perfil >>>>
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