Sobre Esta Edição
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| Os Estados Unidos em 2005 — quem somos? Visto que existem quase 300 milhões de cidadãos americanos, há milhões de respostas a essa pergunta. Nós, como editores, assumimos uma tarefa quase impossível nesta revista: descrever em menos de cinqüenta páginas quem é o povo americano nos dias de hoje. Entretanto, podemos fazer algumas afirmações com certeza. Os Estados Unidos estão crescendo como o país de uma população cada vez mais diversificada, com raízes que agora nos vinculam a todos os cantos da terra. Na verdade, os idiomas que nós − os americanos − falamos, os lugares em que assistimos a nossos cultos religiosos e as comidas em nossas mesas representam um microcosmo do mundo. Valorizamos nossas liberdades e individualidade e esperamos que nossos filhos tenham futuro mais promissor. Ao mesmo tempo, mantemos vigorosos debates internos sobre como preservar essas liberdades, expressar nossa individualidade e garantir um amanhã melhor. “Americano” é um termo inclusivo, e o empregamos profusamente porque tornar-se americano é abraçar um conjunto de ideais e buscar um estilo de vida em vez de incorporar determinado grupo étnico, religião ou cultura. Mas, embora sejamos uma sociedade caracterizada pela mobilidade, para nós é importante manter conexão ou vínculo com um lugar, muitas vezes o bairro ou a cidade em que fomos criados. Nesta revista, começamos pela identificação dos principais atributos e valores que melhor definem os americanos. No primeiro artigo, o acadêmico Marc Pachter descreve o modo como esses atributos e valores, apesar de não serem apenas americanos, se combinam nos EUA para formar uma identidade exclusivamente americana. Depois, a demógrafa Audrey Singer analisa os dados mais recentes para nos mostrar um instantâneo demográfico dos EUA em 2005. Em seguida, nos voltamos para 13 americanos, alguns bastante conhecidos, outros não. Com esses breves perfis, damos ao leitor uma idéia sobre a diversidade dos Estados Unidos e o dia-a-dia de alguns americanos, bem como sobre o que é importante para eles. Depois, passamos para alguns dos debates sociais do momento. Esses debates vêm sendo parte integrante da sociedade americana desde os primórdios do país. Por ironia, nosso respeito pelo indivíduo e por seu direito de se expressar livre e fervorosamente sobre questões controversas é uma das principais razões pelas quais nosso país tem se mantido unido por mais de 200 anos. Concluímos com duas visitas à cidade natal após muitos anos: para um escritor, o lugar chamado lar é irreconhecível; para o outro, pouca coisa mudou. Vários boxes ilustram alguns dos valores que têm caracterizado nosso país ao longo da história. Os editores
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